sábado, 17 de janeiro de 2009

O ANIMAL USA AS MADÍBULAS COMO MÃO

A mão do animal é sua boca. Tomemos o cão, animal mais próximo, porque doméstico, que vive na intimidade do homem. O cão e o lobo, coiote, chacal, lobo guará, bem como o leão ( de Gizé, de Neméia ou Hidra de Lera, no mito ou lenda grega que narra os doze trabalhos de Hércules, Heracles) , a vaca, o rinoceronte negro ou branco, o hipopótamo branco ou escuro, o tigre de Bengala, na Índia, o urso pardo, o urso negro, o urso de óculos, o urso panda, urso beiçudo, urso malaio, urso branco ou polar, o guepardo, o leopardo, a onça, a girafa ( Giraffas - Sanduíches e Grelhados) , a gazela, o gnu, o bisonte, o búfalo, o antílope, usam a boca como mão e as patas servem apenas de membros inferiores, segunda a concepção antropocêntrica, que chamam "ciência".
As aves se utilizam do bico e os insetos de seu aparato bucal. Os pelicanos, albatrozes, fragatas, andorinhas ( " Andorinha, andorinha, poesia de Manuel Bandeira) são paradigmáticos neste aspecto. Gaivotas ("Fernão Capello Gaivota"), rouxinol (..."onde canta o sabiá" do poeta romântico Gonçalves Dias; aves de rapina : águia chilena, falcão peregrino, falcão de coleira, de peito vermelho, caburé, gavião azul, gavião e penacho, Harpia (Gavião real), coruja diabo, orelhuda, corujinha caburé, corujão, suindara (coruja de igreja), urubu rei, de cabeça vermelha, urubu negro, águia careca ( "a águia pousou"). Idem as serpentes, as víboras e as cobras constritoras com a Jibóia, Boa e Sucuri que, sequer, tem membros para locomoção.
Cão, em latim, língua da ciência, "canis lupus", é uma espécie que usa a boca para se alimentar, caçar , apanhar os filhotes, carregá-los, transportando-os de um lugar a outro, de uma toca a outra, para s defender e para fazer uso dos cinco ou mais sentidos que os informa da vida : a vida aqui é a caça, floresta, os odores, o universo dos sentidos e os conceitos funcionais que informa o cão e o lobo.
O cão e, conseqüentemente, o lobo, não refinou o conceito funcional; antes, por não ter necessidade de sofisticar o conceito funcional, que lhe é plenamente útil á sobrevivência do lobo e do seu ascendente direito, o cão selvagem ou doméstico. esse conceito animal,o conceito funcional, é fundamental e perfeito para sua vida social e natural : a natureza deu ao cão, ao lobo e, enfim, aos demais animais, um conceito elaborado desde o cérebro do animal e que lhe permite sobreviver com muita eficiência e eficácia, quando em grupo; no caso, alcatéia.
O conceito animal, ou concepção do animal, permite ao animal sobreviver, ler e se comunicar perfeitamente com a natureza através da inteligência suprema dos seus sentidos, da constituição dos seus corpos bem desenhados e adaptados á funções que executam com extrema sabedoria e destreza.
O conceito elaborado pelo animal, pela espécie através do rastro comunicativo dos genes, é uma sabedoria divina, uma sabedoria de onde se origina a fonte da sabedoria : a divindade, seja ela, a divindade, o que for. ( Não sabemos o que é a divindade, senão por ritos e mitos sociais e políticos, que não deixam o sol passar e iluminar a realidade da divindade. Vivemos dos fantasmas da divindade e não de sua luz, que os animais, em sua sabedoria de deuses zoomorfos e, posteriormente, mistos como Anúbis, dentre outros símbolos da divindade, vivemos sob os fantasmas dos deuses reais que a inteligência límpida do animal capta e que captamos sob as formas zoomórficas, mistas e antropomórficas das imagens divinas que criamos ou dos conceitos da divindade que traçaram egípcios, hebreus e árabes, povos que plasmaram a religião ocidental ( os gregos, por seu turno, plasmaram as artes, a ciência e a filosofia, dentre outras inúmeras contribuições).
Enquanto podemos admirar a beleza, o equilíbrio e a perfeição do anima, o primeiro ser móvel dessa inteligência subjacente á natureza, podemos, outrossim, observar quão desajeitado é o ser humano ( um verdadeiro "Hulk" fora da matéria a lápís e cores das histórias em quadrinhos ou no cinema).
Somos ineptos, desapropriados fisicamente, sensivelmente, sem ~inteligênia ou força para arrostar os desafios diários da vida. o ser humano, na realidade, é um aleijado que escuta pouco ( um surdo-mudo mitigado dentre os animais), tem olfato fraco e restrito ( "cheira mal" e é incapaz, portanto, de saber da aproximação do predador sem o ver, apenas escutando-o, lendo os sons á distância, coisa que, efetivamente, um surdo-mudo animal não pode fazer) e corre sem o apoio das patas dianteiras, que assegura maior estabilidade aos quadrúpedes e são mãos extras para o primatas, porquanto possibilitam subir em árvores com extrema facilidade, salvando-os assim dos predadores, e saltar de galho em galho sem hesitação e com desenvoltura, o que é outra vantagem na fuga definitiva e e mesmo uma possibilidade de andar um andar acima dos predadores.
O ser humano, animal inferiorizado, animal deficiente dos sentidos, sequer conhece o sabor da terra, pois vive do engodo do paladar, uma vez que abusa de condimentos, principalmente o sal ( cloreto de sódio), que tira o sabor de terra, o sabor natural dos alimentos, assim como o faz também o cozimento. O único sabor provado é o de frutas, verduras e folhas cruas quando temperado somente com azeite que, não obstante ser um produto natural, o é somente enquanto azeitona, oliva e não como produto industrializado sob a forma de óleo : azeite ( azeite de oliva Beira-Alta, Azeite Gallo, extra-virgem, Azeite Torre de Belém, Andorinha, Azeite Carbonel).
Sendo um ser deficiente, de parca inteligência natural, o homem teve que se adaptar a um mundo artificial que o cerca numa teia cultural, protegendo-o tal qual o casco da tartaruga ou a carapaça dos moluscos.
De passagem de a um mundo virtual, no qual o homem nada em conceitos, como o peixe e o crustáceo e o cetáceo no oceano, o ser humano teve a necessidade cega de cegar-se para fora, para o mundo e, em conseqüência, erigir um universo cego ( apercepção kantiana ) de conceitos e categorias e idéias, que o ´como uma bússola, um sextante e um barômetro, pelo mundo natural escuro, fosco, avistado em lusco-fusco pelos sentidos pouco acurados do homem.
Este mundo natural visto através de lentes dos óculos, dos conceitos cegos, os telescópios e microscópios, criou um ser totalmente virtual e alienado no mundo : o ser humano, esse pobre cego trôpego que anda e sobrevive graças à carapaça da tecnologia e ao meio social também fabuloso ( de fábula) que o auxilia com asilos ( instituições). A religião mesmo é uma criação oriunda de olhar o fogo ( e se cegar paulatinamente, geneticamente durante milênios ao olhar o fogo e conviver com esse "elemento" industrial) e os elementos naturais ( elementos aqui entendidos como água, ar, terra e o mesmo fogo, dentre outros, quiçá menos "visíveis", menos óbvios).
Nós, humanos, vemos, sentimos, sabemos do mundo, da natureza, de uma maneira indireta, pela tecnologia e pelos conceitos (religiosos, políticos, sociais, filosóficos, científicos, etc.) e através de idéias que nos informa a forma da realidade. Captamos antes a forma, a idéia, que o conteúdo, que os outros animais, mais aptos, captam plenamente, utlilizando-se apenas do necessário conceito funcional. Nós, estendemos esse conceito funcional até infinito, ou seja, até algo que não se prova existir, como infinito, senão na poesia matemática.
Um paradigma de conceito funcional, quer dizer, do conceito natural, finito, adstrito à terra, enquanto terra e não no conceito humano, já extenso na concepção de planeta, mas o conceito funcional, real de terra na forma e conteúdo de areia, barro, rochas sedimentares, metamórficas, ígneas, ervas, arbustos, árvores, insetos, animais, enfim, na forma do conceito restrito e exato, quer dizer, necessário, e não exato na presunção intelectual da matemática, porém na concepção sensível do animal, da inteligência animal e vegetal, bem como mineral, que é a divina, nesta concepção da realidade límpida e direta, sem óculos e tecnologias artificiais, o conceito funcional, ou o conceito do animal retrata a própria ação do animal; a saber : o lobo ou o cão não entendem o conceito de espécie, senão na forma funcional de caça, de presa e predador, do que está escrito no olfato, no tato, enfim, nos sentidos; todavia, se se cria um cão em casa, o cão, que não estende o conceito de espécie até a ~bifurcação das palavras, simplesmente se considera, entre os seres humanos de uma casa, como mais um ser humano, o último ou dos últimos na hierarquia ou considera os seres humanos cães como ele próprio, dentro de uma hierarquia social.
O oposto também é válido na natureza, na selva, no jângal; se um grupo de lobos selvagens, hipoteticamente, criam entre si, desde criança, um ser humano, esse é tido no grupo como outro lobo, como mais um lobo na alcatéia, imiscuído dentro de uma hierarquia social dos lobos : de alfa à omega.
Não me ocorre nenhum fato de homem criado dentre lobos, exceto na ficção de Mogli, o menino lobo ou de Tarzan dos macacos. Na vida real, de fatos e atos, não obstante, já houve ao menos uma experiência de um homem que criou lobos num cercado,criou-os e se crio no meio deles como mas um lobo, como o lobo alfa e que, posteriormente, ao se afastar para atender a um chamado do mundo social dos homens, quando os lobos já estavam adultos, ao retornar teve que se submeter a ser o lobo omega, porquanto um outro lobo assumira o controle da alcatéia durante sua ausência. Esse experimento, em si, demonstra o conceito funcional dos animais, ou seja, o conceito estendido somente até ao nível da natureza e não ,como ocorre no homem, estendido até ao infinito, ou seja, até uma ficção matemática que, provavelmente, ultrapassa até mesmo as fronteiras do universo, do cosmos.
O animal se atem à terra ; o homem foge da terra ( chão de vegetas ) para a Terra (planeta, céu em "xadrez de estrelas" dos sermões do padre Antônio Vieira), fugindo ao chão, escapando da gravidade através de um artefato : o foguete Saturno, que rompe a gravidade, comete um crime contra as leis de Isaac Newton. Todavia, temos advogados, bons advogados, que nos defenda dessa infração às leis naturais; pior são os crimes, os genocídios, os holocaustos que espalhamos que, outrossim, encontram ótimos advogados nos governos.

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