segunda-feira, 14 de maio de 2012

MESOAMÉRICA - etimologia etimo wikcionario etimo etimologia verbete glossario lexicografia nomenclatura cartografia mapa geografia fauna flora relevo clima

Flores de Jasminum nitidum, Jasmim-estrela
A cultura é o conteúdo da linguagem, sua forma; ou seja, a cultura é uma linguagem que abarca,  em verdade,  todas as linguagens faladas,( cantadas : a linguagem em cantatas) , escritas ( para-partituras musicais, matemáticas, algébricas, técnicas e tecnológicas, quando faz o artefato ou discurso sobre o teor do mesmo em ciência), representadas teatralmente na cultura, nas vestes, gestos, caretas, geometrias, etc.  
A coleção de gestos, valores ( axiologia), vestimentas, costumes, falas, timbres, prosódias, são conteúdos ou objetos da cultura, seus artefatos manufaturados ou industrializados, enquanto o direito, a ciência ou o mito do direito, e, na realidade,  ambos, que é o que constitui essencialmente, existencialmente, a ciência,  tem sua forma concomitante na religião da cultura, que, em si, ou de si para si e para o outro, é uma mera ficção de interlúdio para piano e orquestra à moda de Tchaikovsky. A religião é uma ciência sobrevivente do passado, um pretérito em mutualismo com a ciência que atua na função de atriz social, instituicional,  vigente, consoante a cultura tenha se libertado parcialmente do vigor de sabedoria simbólica e real que a religião encarna.
A cultura é a grande ficção do homem, que a antepõe e sobrepõe, sobrelevando-a à natureza ( ou às naturezas nos moldes da engenharia, biologia, ontologia geometria, arte artesanato...) , a qual fica em segundo plano, num plano piloto, mas não geométrico. Como vêem, como enxergam ou visualizam  as ditas formas e conteúdos  naturais aquelas culturas  sem um Euclides? Ou cada uma tem sua geometria “euclidiana”, sem Euclides grego ou Descartes analista de parábolas em curvaturas no espaço sem tensão : espaço de extensão, o qual  difere do espaço de tensão, que leva as forças do eletromagnetismo, nuclear e elétrica, na amperagem e voltagem. Podemos percebê-lo, surpreendê-lo garboso, majestático, infenso aos conceitos Greco-romanos,  nos olhos dos aborígenes para a geometria não-euclidiana, que eles, os indígenas, devem possuir intuitivamente, mas não no sentido kantiano  do termo?
Mergulhados como peixes que somos no oceano ou na atmosfera da cultura que nos dá a respiração intelectual e sentimental ( o “pathos” e o “nous” ) não existimos fora deste meio ambiente nem enquanto indivíduos ou entes coletivos, pois o que somos é, com a cultura, entes coletivos. A individualidade é um rasgo mínimo, um extravasar sem objeto.
Sem embargo, a cultura é apenas uma das inúmeras roupas ou roupagens do ser humano enquanto linguagem  e mesmo que esse ser humano esteja nu no autóctone : é a vestimenta do ser humano grudada à pele, aderente, modulada  nas formas que assumem as várias linguagens que comunicam aos seres humanos em comunidade,  o universo interno e externo do ser que constroem perpetuamente no lugar onde brota o tempo e suas ervas, todavia sem poder mover o poder e o viço das ervas, nem demudar seu sistema nervoso autônomo, todo constituído de ervas daninhas ou plantas para cultivo, jardim botânico, botânica, enfim.
No âmbito apertado dessas linguagens o ser humano forja uma liberdade ou a própria liberdade, outra ficção humana, quiçá a mais grata e venturosa : mera liberalidade. No entanto,  tal qual o direito, a poesia,a ciência, dentre outras linguagens que perfazem o périplo cultural,  a liberdade, o livre-arbítrio, a emancipação, a independência, não passam de ficção, de uma porção ou quinhão originário no modo  onírico, que é parte considerável de nosso pensamento, ciência, arte, religião, conhecimento, linguagens, enfim, sempre linguagem ou tecido translúcido e tênue de teia de aranha cruzeira.
A cultura é perenemente devorada pela natureza, pois esta última é real, enquanto a a segunda não passa de um vasto conjunto de linguagens, considerando a técnica como linguagem aplicada aos conteúdos naturais.
A mesma ocorrência pode ser registrada no direito e nas demais linguagens que a ciência assume ou subsume : a realidade natural sempre solapa a idealidade  imaginada ou a “realidade” fictícia, enquanto cultura : conjunto de linguagens equacionais ou nominativas e normativas.
As linguagens se equacionam para formar o feixe de relações após  nomearam os entes e, por fim, ou em meio ao processo, se desenharem e escreverem-se em conceitos abstratos e concretos, de modo a proceder a outorga de   concreções ou abstrações, se não ambos, concomitantemente.
Assim como ocorre entre a cultura e a natureza, no seu jogo de preto e branco, no xadrez do dia e da noite, vida luminosa e morte escura; enfim, neste jogo de luz e sombreado, o direito, que é uma das linguagens servis,  é sempre devorado pela política, uma linguagem que transcende a própria linguagem, pois está no mundo brutal dos fatos ou dos atos das bestas ( que somos!) que buscam o domínio sobre outrem e sobre a totalidade das linguagens, ainda que isso seja simples utopia, pois a paixão pela fêmea, território e prole, é maior que qualquer ato racional e surda a qualquer atitude mínima de bom-senso,quando a dominação, que traz a guerra, entra no universo social do ser humano do mesmo modo que no das feras mais temíveis : isso é política e se resolve com rosnados semióticos e semiológicos, porquanto a realidade é viva e mutante, mutável, não tem os limites da linguagem, eivada de regras, sob norma, obediente ànto a idealidade , que mesmo quando mero ideal se torna em alfange com o qual defendemos o cavaleiro andante assassino medieval dentro de nosso sonho aldeão,  quando a política ou o interesse contextual vital prevalece ou há mister de que seja a prioridade, porquanto todos aspiramos nos fundir a uma fêmea e forjar uma prole que nos dê um lugar num novo corpo material,  no futuro imaterial, enquanto esse futuro não for o tempo atuante
Se tal futuro, no discurso lógico, não passa de inexistência ou  algo nominal-equacional ( nominativa-equacionativa )_ , que somente se torna real nos artefatos culturas via linguagem da técnica ou o fazer sobre a substância do universo em coisas; outrossim, não obstante, é fato pensável desde a tabela Periódica dos elementos de Mendeleiev e, portanto, um tempo possível e que será posto, pois já vem no vir-a-ser do dia-a-dia.
Idéias não existem, nem tampouco podem estar na realidade, mas tão somente na realização, que é o meio ou via em que a idéia entra no mundo pela mão do homem manipulando a linguagem técnica mental e manual : a realização é algo mente-mão : a mente elabora a linguagem e a mão passa essa linguagem pelas coisas transmutadas, destarte, em objetos, artefatos,  ou realizações mente-mão do ser humano, o realizador de novos mundos, nova América, continente incontido no espírito humano, do norte ao sul; mesoamérica, américa central, meridional, austral, boreal : América dos americanos, ameríndios, amerícolas, das pirâmides da mesoamérica, américa hispânica, latina, andina, centroamérica, América espanhola...
( O ser humano porfia contra o bicho
Com alfange
 adaga
 cimitarra
órix-cimitarra
alcaparra ...
O arco e o arqueiro certeiro
Incerto
De um certo
Também incerto
Robin Hood
Da floresta
Meramente mais uma jusrisdição do rei
De um João sem Terra
Ou outro Ricardo Coração de Leão
Sem cor no coração
Agora
Fora da hora
Da vida
Que é sempre bebida
Em versos de lira
Baladas
De Byron
Porém o bicho é e está em natureza
acima e embaixo
Do seu corpo baixista
Autista
Maneirista
Isca para germes
Vermes repelentes
Gusanos
Para os quais cria o remédio
Outro alfange
Para outro alcance
O qual  tem e traz a dose de morte e vida
Ou não funciona mais
Se o corpo foi tomado
Pelas legiões da natureza
Em batalha romana
Grega ou bárbara
Que leva ao Tártaro
Terra final
- terra afinal!
À vista ou à prazo
Desde a quilha
Uma milha náutica
Dos miasmas
( minh’asma
- minh’alma!,
inexistente
miasma
- existente )
O ser humano luta
Se defende
Com a linguagem
No entanto a natureza
Usa a realidade
E tudo cria
E destrói
Inexoravelemente
Implacável
Inapelavelmente
A natureza nua
- Deusa! :
Ísis sem véu
ó céus!
de déu-em-déu
ao léu 
com asas que  remam
- o remo
a rêmige
a remar
que mar 
é mar
de mar a mar
até amar
a areia 
que lambe
a alvura 
do jasmim
do bogari
na barra da alva
na flor de laranjeira  
que resta no areal 
branco
de casa branca 
de xadrez
em preto e branco 
do anum ao atum
ou da garça translúcida
à boca da mamba negra 
aberta )

sábado, 12 de maio de 2012

RESILIENTE - verbete wikcionario verbte lexicografia lexico glossario etimologia etimo wik dicionario onomastico enciclopedia



Sempre amei os anjos
em bandos tomando banhos de banjos
na música que remexe os cabelos fartos
sedosos e em bandós
em harmônicas ondulações
para mover ventos em moinhos de ventos a la Van Gogh...:
Os arcanjos marmanjos com arranjos de coração para clavicórdio
  com dedos de querubins
e serafins que se queimam
na fogueira da inquisição espanhola
com uma paixão grega
trágica!

Essa hipótese ( hipófise) angélica

incide em subsunção no fato
pois enquanto a hipótese de incidência é ato
ou pensamento humano
confinado no universo do ato mental
em modo de imaginação
ou de raciocínio lógico
formal
sem conteúdo ou matéria
o ato de subsumir-se no fato
 traz o arcanjo à baila
o qual então baila
e se queima em paixão
até achar a acha em brasa
do querubim grávido de amor
que se apaga pouco e pouco
ao sopro de oboé do músico eólico
o qual reacende a brasa da paixão de Eros e Vênus
dentro de um coração partido
mas paradoxalmente unido
pelo paroxismo do amor
( A paixão é uma apoplexia
obsoleta
Risoleta?!... )

Esse ato que vai da hipótese incidente
ao fato na qual se subsume
parte do cosmos em abstrato
ou do estético postulado pelo imaginário
se torna concreto no universo
empós a natividade
de uma criança
- o sempre menino
- menino Jesus sempre-vivo
tipo a sempre-viva! ( Helichrysum bracteatum )
em renôvo
vergônteas e primavera
acariciada na graça e graças às garras das gavinhas
que são  Íncubos e Súcubos
no vir-a-ser do virar do dia
a pastorear o verde na campina do violinista verde-garrafa
paramentado para o culto eclesial
eclesiástico
do homem...:
Druidas?!

Amo as crianças

mormente as minhas
- aquelas em cujo álveo
à montante e à jusante
derramei meu sangue
vermelho para a fuga na distância das galáxias chiantes
em meus ouvidos em conchas
buzinando na areia branca de teia de aranha e vida enredada
na herdade do senhor do aspargo ( Asparagus officinalis )
em gado verdejante nas crucíferas
crucificadas na cruz amarela do sol
pintado a dedo de menino Miró
tocando de oitiva
um violino de um violinista ouvido na caixa de ressonância do cereal
cálice de Ceres
senhora da cereja
da cerveja
da cerejeira
do cerebelo
- de Cérbero!

Sempre-vivo
amei os arcanjos
aqueles querubins pintados no caju
em nuances nas folhas
rescaldos na flor
e no odor exalado
no desenho que torce
retorce ( quase tosse! )
 e toma a estrututa do cajueiro
abrinho braços em abraços
de nadador sereno e velas na calmaria
no amplexo semi-abstrato trato com o espaço próximo
prócero
- como um próximo de Jesus
bonachão resiliente silente
ancho em mansidão
simples e pleno
até no tom cru dos matizes da mata virgem...
onde deita e rumoreja o arroio
até o arroz
- o arrozal
em aranzel aquífero

Sem ambargo do espargo

não me apaixona o fauno
a puberdade em pelos
em ânsia sexual
lúbrico
transbordando luxúria
lascívia
apetites
de fera
a fêmea em cio
besta exalando feromônio

( Inobstante

digo em digressão
que a única rainha de infância
que eu tinha até então
antes das maravilhas de  outras meninas
foi raptada mercê da leitura do burro de Goya
que interpretou o livro de lei
como exegeta inepto
e mau-caráter manifesto
- mais deficiente visual
que toda a imagem da Justiça
de olhos herméticos
infensos aos milagres de Cristo )
ou do Xisto betuminoso
ou argiloso
porém não ardiloso
na lousa

A paixão de minha filha

no coro do ditirambo da tragédia grega antiga
fez-me compreender o "pathos"
que havia na filosofia trágica de Nietzsche
- sofrimento vital
com perspectiva filosafante
dor no coração com estalo de alcaparra )

A cladística leva à idade do teatro
onde todos somos coagidos a ser ator
atriz imperatriz meretriz menestrel
merencórios atrabiliários fuscos enfarados capiongos
Tempo enfeixado e tecido com seda para vestir o corpo do adulto
frustrado vestido pelo desgraça
sem amor paixão à vista sexo alegria
excepto na farsa
que leva a leva de prisioneiros e prisineiroas à igreja
ao bar à sexualidade venal
ao amor boçal dos lupanares
à carga dos muares
abaixo da lua pintalgada de restos de abóbora
sob abóbada negra ou blandindo o branco
retinindo ao sol da manhã com pantufas de lã caprina
ovina
como se fora um gládio mole
olhando a mole
aonde vai o sol
bater o raio refletido de um alfange
à mão do monge
leigo e simbólico
dervixe
andrajoso

Por fim o tempo vem

tangendo o som no oboé elegíaco
da senectude
roufenha
mouca
louca
que humilha o ser humano
cm os esgares da demência
as máscaras da bruxa e do palhaço
de nariz longo
adunco
e vermelho-pimentão
- até rebaixá-lo
abaixo do abacaxi
do ananás
e das evas daninhas
que acabam cobrinho a cabeça
com novo chapéu
- chapéu de cova rasa
a pisar o bestunto do ancião
calvície em cãs
sem can-can
sem o amor álacre do can-can!
- álacre no campo de alecrim
do alecrim-do-campo ( Baccharis dracunculifolia )
- do alecrim que fica em pé
observando a queda do homem
- o único anjo decaído
para sempre na folha do outono amarelo
- de uma flor amarela
gravada e pintada na elegia
de Goya na Quinta do Surdo
sem caprichos
com os carrapichos
a vicejar por caminhos de infinitas águas

sábado, 28 de abril de 2012

ABJETOS - etimologia etimo dicionario etimo etimologia verbete glossario lexicografia lexico jargão jergão nomenclatura terminologia taxonomia botanica wikcionario wik dicionario etimologico genetica biologia


Obedeci às crianças
- sempre obedeci prontamente às ordens das crianças! :
 Sou da Ordem Hermética das crianças abertas ao universo
Descosmia

Todavia

ignorei (  sempre que pude! ) às ordens
desordens
e "ordenanças" dos adultos
mormente dos reis
donos de suas leis
suas Ordenação Afonsinas
Filipinas
Manuelinas
guaninas
citosinas
adeninas
e timinas
( intimistas?!
- e intimidativas! :
Do timo )

Descri dos velhos degenerados

decrépitos
incréus
ímpios
abjetos...
das megeras desgrenhadas-Medusas ( horrendas! : Górgonas )
verdadeiras expressões do opróbrio
que macula  olhar mais límpido
e senti uma piedade monolítica pelos jovens
porém com um quê de desprezo
resquício de escárnio
pelos púberes...
pelos deuses e deusas
na puberdade!:
tempo do fauno

Fiz aquilo que me pareceu correto

- obedeci às crianças!
Fiz tudo o que elas quiseram
ou me mandaram fazer
Deixei o mundo pronto
para elas reinarem
sem oposição
ou dissidência

Escarneci da vida ordenada dos adultos

que não passam de condenados às galés
( Foram todos eles lançados ao famigerado rol dos condenados! )

Jamais vi com bons olhos

os atos dos adolescentes
perdidos no meio do caminho
entre a infância
e os pelos pubianos

No que tange o banjo aos adultos

esses vão
quando já em idade provecta
bêbados pelo metade do caminho de Dante
que Drummond reescreveu
num bilhete
que dizem ser poesia
ou epistolar a postular 
alguma poesia lírica
ou lúdica
lúbrica para lupanar...
com lira partida ao meio do coração
 em delírio de lírio amarelo
- delíquio nos genes alelos para amarela cor
quase delito
de deletério delator
deliquescente

Obediência às crianças

foi meu lema
tema
- mas não trema!
porque a magia da poesia
está quase toda
nas crianças
e nos enamorados

segunda-feira, 23 de abril de 2012

MILHO - taxonomia dicionario tanonomia wik dicionario taxionomia wikcionario taxionomia biologia verbete glossario lexicografia etimologia etimo lexico

A teologia é a filosofia de Aristóteles, na sua ontologia ou onto-teologia, e as normas canônicas, conceptuais e contextuais de época. Não a ciência, nem a filosofia, que vinga nesta terra, Pindorama dos aborígenes, mas a mescla de ambas, de filosofia aristotélica com o ser distorcido em divindade suprema e normas do direito canônico vergado pela tensão da gravidade da época, tudo  para atender ao tempo, a serviço dos homens e seus sicários no tempo.
Isso é ciência em contexto de época; ou seja, a ciência sempre é uma ciência de época, com contexto de época que a costura e prende à época. A ciência é, também, e precipuamente, contexto e normas de época, ou seja, interesses temporais-pessoais de quem comanda e aspira continuar comandando, com a roupagem de ferro e por detrás da máscara de ferro das instituições, que deformam o ser humano em monstro vesgo, com face no ferro fundido.
Na contextualização atual, por exemplo, o funcionário público do fisco trabalha como menino-propaganda do governo para vender notas fiscais, eletrônicas ou não, gastar papel, consumir  energia elétrica a ar condicionado, dentre outras despesas, que são lucrativas para as empresas emaranhadas na trama do homens no governo e as empresas e empresários que se beneficiam e pagam por esse privilégio legal, que no Brasil tem o nome pomposo de licitação pública. Bela onomástica!, adormecida no berçário.
Enquanto alguns são coagidos por lei a desperdiçar ( e chamam esse desvario de economia de mercado livre!) outros, que forçam por lei e mandamentos enriquecem desmesuradamente. Esta a economia de mercado! : ao desperdício sem fim dão o nome de consumo e distribuição de riquezas, etc., numa arenga de loucos para loucos no drama de Hamlet sem Shakespeare como poeta trágico. A tragédia e comédia aqui, na economia, é o consumismo exacerbado, incontinente, frenético, delirante, demente, extremamente excessivo, hedonista até, se fosse uma filosofia do gozo, mas é apenas um doença endêmica-epidêmica do que denominamos "capitalismo".
Os policias, outrossim, estão mais a serviço das auto-escolas, mancomunadas em interesse com o Estado ( de alguns homens donos dele por leis e decretos, resoluções, portarias e outras "especiarias" apimentadas ), pois ao multar, tomar o veículo, por causa da falta de carteira de habilitação, servem apenas os interesses das auto-escolas, nas quais o negócio ou o lucro é o óbvio e único fim e a "habilitação" dos condutores e motoristas, pilotos, uma farsa grosseira. Uma torpeza, no país das maravilhas em torpezas e fatos torpes! : É a sociedade do nojo, o país do asco, dos ladrões eleitos para roubar, matar, traficar, prevaricar, cometer perjúrio, fraudes, falcatruas, porquanto a eleição dá o direito inalienável de cometer  impunemente todo tipo de crime, que, quando o indivíduo é alçado ao poder, já deixa de ser crime punível.
A ciência de um tempo é uma só com seu carro-chefe ou locomotiva: a de hoje é movida pela economia que desfia o rosário e canta a ladainha de crescer infinitamente, faustiana que é, faustosa, mas sem robustez. Essa linguagem, da da economia, é a célula-tronco ou as células-tronco, se querem assim-azado, da ciência atual, do pensar metodológico, oficial, formal que atua no palco hodierno, sob as bençãos do direito e da economia mestra, no mesmo senso que cabia ao grau de mestre nas corporações ou guildas medievais. Medievos.Povo medievo sob solo, no Seol, Hades, infernos, subterrâneos- subterráqueos mundos sem fim.
Aliás, a ciência é uma só, mas com inúmeras linguagens apropriadas aos objetos tocados pelo estudo ( os objetos são nominais, no âmbito da linguagem científica, quase gramaticais mesmo! ); a ciência é também não-individual, porém um artefato coletivo, movida e fundada em instituições e não em  indivíduos, ao contrário da filosofias, que são filósofos e não filosofias, pois estribam-se em indivíduos e não apenas apresentam variada linguagem, mas também um sem número de pensamentos conflitantes, divergentes ou até convergentes.
A linguagem da ciência é a técnica, que denominamos "tecnologia" e pensamos ou imaginamos nomear com isso apenas os artefatos produzidos com a linguagem da ciência em equações literais ou arquiteturas matemáticas-algébricas-
geométricas; todavia, esses artefatos também são artefatos linguísticos, de linguagem tanto na geometria quanto na equação e na língua escrita e falada ou cantada, poetizada, no fabulário, no anedotário, enfim.
 A ciência, praticamente, não passa de técnica, em linguagem, seu conteúdo, e fazer : é a linguagem do fazer o seu conteúdo e foma, geometrizados e parametrizados assim em ambos os lados do fazer-pensar, que o fazer é, na técnica da linguagem matemática científica, um fazer pensando ou pensante , ou melhor : pensado e fixado no rigidez da escrita ou que se traduz por significado e sensos do mundo captado pelos sentidos, ao se captar o movimento e a imobilidade no objeto aparentemente imóvel, ao menos aos sentidos em ato, mas não ao senso pensado.
 A linguagem da ciência, que se confunde com a própria ciência, se reproduz nas normas gramaticais de como fazer, do como ir da matéria natural ao artefato fiado num humanismo filosófico que filosofa em Nietzsche ou Marx e outros inúmeros seres que se doaram ao aoto de pensar, teatralizaram o ato de pensar, no formalismo dos signos e seu símbolos, significados, sensos comuns e incomuns, mas todos comunicáveis, na linha exotérica ou esotérica, conforme a elite ou o povo seja o eleito à pantomina da literatura, que então é clássica ou chinfrim, está engolfada no ato faustiano descrito por Goethe, na tragédia do Doutor Fausto, o homem livre, o livre-pensador enciclopédico, o filósofo ilustrado, o sábio sequioso do saber e do conhecimento infinito, e sue desdém pela ética e moral costumeiras ( tal qual é a face da ciência atua : faustiana ),  e da frágil Margarida, a bonina,  ou esgares do teatro mambembe do circo dos cavalinhos. Ambas tem sua axiologia e seu público-alvo, seu lastro comunicativo-significado-
simbólico-alegórico, seu "pathos" filosófico ( dionisíaco-apolíneo, de luz seráficas e trevas diabólicas, arrastadas ao maquiavélico) exibido dentro de seu teatro vital, sua tragédia e concomitante doutrina e filosofia trágica, seu culto externo e interno, seu olhar e sentir-saber-conhecer o mundo no meandros de uma linguagem específica, a qual faz aquele mundo e ciência e metafisica, no sentido nietzschiniano do termo.
A linguagem da ciência atual é a escrita em "glifos" gélidos, escandinavos, e não em "grafos" cálidos, latinos, da matemática, ciência da contemplação-comunicação da era glacial na razão, no princípio da razão suficiente ( ou não, porquanto o forro ou o estofo do contexto se modifica com os interesses dos contextualizadores ( políticos, legisladores no poder, dentre outros que influenciam o contexto, mormente os comerciantes, pois eles são e sempre forma a mola propulsora da inteligencia humana, os reais senhores do poder e do dinheiro ).
Tal linguagem, a da matemática, que é uma forma especifica de linguagem da ciência, ou do conhecimento,  não contém a mais ínfima emoção ,porquanto está voltada para a frieza do movimento do degelo natural ou o calor de fusão dos metais pesados, no vulcões objetos de vulcanólogos ou na indústria, objetos da linguagem da engenharia dispersa pelos engenheiros ou reengenheiros da matemática aplicada á química e física; á matéria, enfim, conquanto a palavra "engenharia" dispense ou desmanche o manche dos engenheiros e se ponha no comando abstrato, no trato da ciência do Direito, que é a mesma ciência com outra linguagem e roupagem técnica-política, polida, com uma gramática para servos e escravos.
A linguagem matemática-química-física-
algébrica, que enuncia as gramáticas da ciência e finca seus objetos geométricos, nos quais se plasma e dá plasticidade ou a forma dos objetos, abstraídos num espaçamento fora do mundo natural,  é  a linguagem para comunicar e comungar com a natureza indiferente ao homem ( a natureza é uma deusa que dá a vida, a Gaia, a mãe primeva, e mata o ser humano sem piedade, nos ritos sacrificiais em suas aras transbordantes de sangue. Seria esta a origem ( ou uma das origens) do sacrifício sacerdotal, ritual?!
Já a filosofia é a linguagem do pensamento em conceitos vitais, não a linguagem a serviço da técnica ( tecnologia no sentido de fazer o objetos pensado ou imaginado na prancheta do arquiteto, químico, engenheiro, com seu desenho geométrico ou equacional ), no caso da ciência ; porém é, outrossim, a filosofia, em suas ramificações de arvoredo e passaredo,  a linguagem de que se serve a arte em seus argumentos persuasivos não-nietzschinianos ou anti-ditirâmbicos, pois a arte é a vida com sentido filosófico, revitalizada após o assombro, o espanto, o susto e o nojo que a tragédia coloca como arte, a fim de fugir à dureza diamantina da vida, que leva a morte enquanto sombra do viandante, do caminheiro, do peregrino, do andarilho.
De fato a filosofia é que é a ciência, em sentido lato e estrito; no entanto, não cumpre função técnica, senão na linguagem, na elaboração e aprimoramento dos conceitos e da verdade que o ser põe no mundo, pois isso concerne à ciência, cuja linguagem está envolvida com a técnica; com a técnica ( tecnologia)  que pensamos ser ciência quando , de fato, não o é, senão na ficção do direito, ou da ciência que impregna a linguagem do direito com a metafísica da ciência real, fática, que não pode ser física, mas metafísica, dada no pensamento enquanto ser e não ente fenomênico.
De mais a mais, não há uma filosofia ou nenhuma, pois esta forma de pensar, derivada ou unida á arte e á religião, não está na existência, excepto pelo filósofo, que são muitos e, concomitantemente, muitas são as filosofias, tantas e tamanhas quanto maiores ou menores sejam os filósofos, seres alienados do homem, o único ente e ser real, inalienável, acima da ciência, da arte, das filosofias, da religião e dos estados,que a todos escravizam com sua uniformidade e prisão generalizada : a cada um a sua cadeia, o seu grilhão e aguilhão.
( A ciência é meramente
linguajar técnico
língua literal
para trazer à baila
do limbo
objetos pensados
arrastados da geometria sonâmbula
pela força do caminhão
da matemática
e da álgebra
que descreve a zebra
com listas pensadas
nas feridas
ou na saúde plena
do animal a galope

A ciência
é um linguajar
para objetos
posto pelo preceito délfico
no palco onde Hamlet é interno
e dialoga dialético
em ditirambos trágicos
no coro com o doutor Fausto
de Goethe
dentro de um microcosmo
hermético
com saídas para Hermes
e outros mensageiros
pagãos e cristãos
sacristãos e sacripantas
( Os Hermes são Eros alado
Cupido alado
e a  diva da vitória
- a Vitória Alada de Samotrácia
agora na Ágora do museu do Louvre
que se postam do lado de fora
do paralelogramo
não contemplado em face
pelo senso alienígena
que temos no espelho de um mundo externo
contraposto ao cosmos abstraído
do exterior ao ser do homem
e posto no mundo natural
em sólidos geométricos
dentre os quais dançam no mundo de fora do ser do homem
captado fenomenicamente
as figuras sólidas perfeitas de Platão
os poliedros convexos
quase ideias plantadas em natureza
por mão platônica-divina
a divagar pervagantes )

A filosofia não é a filosofia
nem as filosofias
ou ciência com perspectiva filosofante
tipo a economia política de Marx
mas o filósofo solitário
o solilóquio do eremita
andarilho acompanhado de sua sombra
mendigo de São Francisco de Assis
a se despojar de tudo
toda veste
e toda nudez
por amor ou "pathos"
ao conhecimento e à sabedoria
a tudo o que há no cosmos
e fora do universo
interno e externo

O filósofo é o poeta
e o monge
em busca do seu tesouro de amor
sua paixão por uma mulher
e por todos os caminhos
abertos ou fechados aos pés
e aos sapatos
com "pathos"
pato selvagem
palmípedes na lagoa
que não magoa
a saracura pressurosa
e desconfiada
sempre atenta
ao menor sussurro na brisa
que escreve seus geóglifos
em ondas senoidais
- desenhos de uma geometria analítica
ouvidas nos ouvidos
no bater do martelo
na biga da bigorna
que adorna
a codorna
- a cordoniz ( espécie "Coturnix coturnix" )
que se perdeu na perdiz ( "Perdix perdix" )
mas não diz
do perdigão  ( espécie "Rhynchotus  rufescens" )
ou ihambupé

A ciência é instituição
- e tudo o que é instituído
é ficção do direito
ficção cientifica
( A ciência sempre é ficção
enquanto a filosofia
é a realidade com o bordão e o surrão
o alforge e o jumento a se montar
para se tentar fugir à perseguição encarniçada
do cavalo baio
montado pelo cavaleiro amarelo do apocalipse
a ocasionar ruínas
por onde passa
em peste negra
A ciência é este cavaleiro fictício

Por outro lado

a filosofia é paixão vital
- é a vida mesma frente ao caminho
que leva ao Gólgota
porque num dia raiado-irisado no negrume do betume
aos 96 anos de uma vida
regada-regalada à cerveja amarela
na cor-amor da flor cavada na cor  amarela
de alelos genes
em adorno nos cabelos de Rapunzel
e da boneca do milho
ou da noite da mulher de Joan Miró
penteada na Cabeleira da Berenice
- venha a mim em um cesto de vime
de presente de grego
de própria autoria e punho
uma mamba negra
que me ponha os olhos de volta
nas trevas não-genéticas
sem reengenharia cromossômica...
dentre os fios dos cabelos nigérrimos
da mulher que amo
no fundo da alma negra da noite
pintada no surrealismo
de um catalão singelo
- da simplicidade e candura de um menino
Simples como as pombas em voo
e prudente como a serpente, a víbora... :
a mamba negra!
de boca aberta
pronta para inocular a peçonha hemotóxica
- Neurotóxico
Ou misto o veneno?!

Ai! noite negra e morta

na hora morta
de Joan Miró! :
- que será minha um dia
 ou noite sem agonia enfim
no xadrez e na paixão
de seus cabelos
em coerência com o piche
o bitume
o negror da paixão luzidia
noite e dia
na noiva que recebeu a picadura
terminal da mamba negra
egressa do meu cesto
furtado á Cleópatra
a rainha suicida do Egito
- a padroeira santa da seita dos suicidas macróbios
que chegaram aos 96 anos de vida
perfeitos fora do leito
e quedos por fim
no leito de morte
do rio de Heráclito de Éfeso
que só passa uma vez
somente banha sonolentamente o homem
uma única vez...:
O rio heraclítico!  )

sábado, 21 de abril de 2012

TEOLOGIA - verbete dicionario onomastico verbete enciclopedia lexicografia nomenclatura glossario terminologia jargão jergão wik dicionario

A teologia é a filosofia de Aristóteles, na sua ontologia ou onto-teologia, e as normas canônicas, conceptuais e contextuais de época. Não a ciência, nem a filosofia, que vinga nesta terra, Pindorama dos aborígenes, mas a mescla de ambas, de filosofia aristotélica com o ser distorcido em divindade suprema e normas do direito canônico vergado pela tensão da gravidade da época, tudo  para atender ao tempo, a serviço dos homens e seus sicários no tempo.
Isso é ciência em contexto de época; ou seja, a ciência sempre é uma ciência de época, com contexto de época que a costura e prende à época. A ciência é, também, e precipuamente, contexto e normas de época, ou seja, interesses temporais-pessoais de quem comanda e aspira continuar comandando, com a roupagem de ferro e por detrás da máscara de ferro das instituições, que deformam o ser humano em monstro vesgo, com face no ferro fundido.
Na contextualização atual, por exemplo, o funcionário público do fisco trabalha como menino-propaganda do governo para vender notas fiscais, eletrônicas ou não, gastar papel, consumir  energia elétrica a ar condicionado, dentre outras despesas, que são lucrativas para as empresas emaranhadas na trama do homens no governo e as empresas e empresários que se beneficiam e pagam por esse privilégio legal, que no Brasil tem o nome pomposo de licitação pública. Bela onomástica!, adormecida no berçário.
Enquanto alguns são coagidos por lei a desperdiçar ( e chamam esse desvario de economia de mercado livre!) outros, que forçam por lei e mandamentos enriquecem desmesuradamente. Esta a economia de mercado! : ao desperdício sem fim dão o nome de consumo e distribuição de riquezas, etc., numa arenga de loucos para loucos no drama de Hamlet sem Shakespeare como poeta trágico. A tragédia e comédia aqui, na economia, é o consumismo exacerbado, incontinente, frenético, delirante, demente, extremamente excessivo, hedonista até, se fosse uma filosofia do gozo, mas é apenas um doença endêmica-epidêmica do que denominamos "capitalismo".
Os policias, outrossim, estão mais a serviço das auto-escolas, mancomunadas em interesse com o Estado ( de alguns homens donos dele por leis e decretos, resoluções, portarias e outras "especiarias" apimentadas ), pois ao multar, tomar o veículo, por causa da falta de carteira de habilitação, servem apenas os interesses das auto-escolas, nas quais o negócio ou o lucro é o óbvio e único fim e a "habilitação" dos condutores e motoristas, pilotos, uma farsa grosseira. Uma torpeza, no país das maravilhas em torpezas e fatos torpes! : É a sociedade do nojo, o país do asco, dos ladrões eleitos para roubar, matar, traficar, prevaricar, cometer perjúrio, fraudes, falcatruas, porquanto a eleição dá o direito inalienável de cometer  impunemente todo tipo de crime, que, quando o indivíduo é alçado ao poder, já deixa de ser crime punível.
A ciência de um tempo é uma só com seu carro-chefe ou locomotiva: a de hoje é movida pela economia que desfia o rosário e canta a ladainha de crescer infinitamente, faustiana que é, faustosa, mas sem robustez. Essa linguagem, da da economia, é a célula-tronco ou as células-tronco, se querem assim-azado, da ciência atual, do pensar metodológico, oficial, formal que atua no palco hodierno, sob as bençãos do direito e da economia mestra, no mesmo senso que cabia ao grau de mestre nas corporações ou guildas medievais. Medievos.Povo medievo sob solo, no Seol, Hades, infernos, subterrâneos- subterráqueos mundos sem fim.
Aliás, a ciência é uma só, mas com inúmeras linguagens apropriadas aos objetos tocados pelo estudo ( os objetos são nominais, no âmbito da linguagem científica, quase gramaticais mesmo! ); a ciência é também não-individual, porém um artefato coletivo, movida e fundada em instituições e não em  indivíduos, ao contrário da filosofias, que são filósofos e não filosofias, pois estribam-se em indivíduos e não apenas apresentam variada linguagem, mas também um sem número de pensamentos conflitantes, divergentes ou até convergentes.
A linguagem da ciência é a técnica, que denominamos "tecnologia" e pensamos ou imaginamos nomear com isso apenas os artefatos produzidos com a linguagem da ciência em equações literais ou arquiteturas matemáticas-algébricas-
geométricas; todavia, esses artefatos também são artefatos linguísticos, de linguagem tanto na geometria quanto na equação e na língua escrita e falada ou cantada, poetizada, no fabulário, no anedotário, enfim.
 A ciência, praticamente, não passa de técnica, em linguagem, seu conteúdo, e fazer : é a linguagem do fazer o seu conteúdo e foma, geometrizados e parametrizados assim em ambos os lados do fazer-pensar, que o fazer é, na técnica da linguagem matemática científica, um fazer pensando ou pensante , ou melhor : pensado e fixado no rigidez da escrita ou que se traduz por significado e sensos do mundo captado pelos sentidos, ao se captar o movimento e a imobilidade no objeto aparentemente imóvel, ao menos aos sentidos em ato, mas não ao senso pensado.
 A linguagem da ciência, que se confunde com a própria ciência, se reproduz nas normas gramaticais de como fazer, do como ir da matéria natural ao artefato fiado num humanismo filosófico que filosofa em Nietzsche ou Marx e outros inúmeros seres que se doaram ao aoto de pensar, teatralizaram o ato de pensar, no formalismo dos signos e seu símbolos, significados, sensos comuns e incomuns, mas todos comunicáveis, na linha exotérica ou esotérica, conforme a elite ou o povo seja o eleito à pantomina da literatura, que então é clássica ou chinfrim, está engolfada no ato faustiano descrito por Goethe, na tragédia do Doutor Fausto, o homem livre, o livre-pensador enciclopédico, o filósofo ilustrado, o sábio sequioso do saber e do conhecimento infinito, e sue desdém pela ética e moral costumeiras ( tal qual é a face da ciência atua : faustiana ),  e da frágil Margarida, a bonina,  ou esgares do teatro mambembe do circo dos cavalinhos. Ambas tem sua axiologia e seu público-alvo, seu lastro comunicativo-significado-
simbólico-alegórico, seu "pathos" filosófico ( dionisíaco-apolíneo, de luz seráficas e trevas diabólicas, arrastadas ao maquiavélico) exibido dentro de seu teatro vital, sua tragédia e concomitante doutrina e filosofia trágica, seu culto externo e interno, seu olhar e sentir-saber-conhecer o mundo no meandros de uma linguagem específica, a qual faz aquele mundo e ciência e metafisica, no sentido nietzschiniano do termo.
A linguagem da ciência atual é a escrita em "glifos" gélidos, escandinavos, e não em "grafos" cálidos, latinos, da matemática, ciência da contemplação-comunicação da era glacial na razão, no princípio da razão suficiente ( ou não, porquanto o forro ou o estofo do contexto se modifica com os interesses dos contextualizadores ( políticos, legisladores no poder, dentre outros que influenciam o contexto, mormente os comerciantes, pois eles são e sempre forma a mola propulsora da inteligencia humana, os reais senhores do poder e do dinheiro ).
Tal linguagem, a da matemática, que é uma forma especifica de linguagem da ciência, ou do conhecimento,  não contém a mais ínfima emoção ,porquanto está voltada para a frieza do movimento do degelo natural ou o calor de fusão dos metais pesados, no vulcões objetos de vulcanólogos ou na indústria, objetos da linguagem da engenharia dispersa pelos engenheiros ou reengenheiros da matemática aplicada á química e física; á matéria, enfim, conquanto a palavra "engenharia" dispense ou desmanche o manche dos engenheiros e se ponha no comando abstrato, no trato da ciência do Direito, que é a mesma ciência com outra linguagem e roupagem técnica-política, polida, com uma gramática para servos e escravos.
A linguagem matemática-química-física-
algébrica, que enuncia as gramáticas da ciência e finca seus objetos geométricos, nos quais se plasma e dá plasticidade ou a forma dos objetos, abstraídos num espaçamento fora do mundo natural,  é  a linguagem para comunicar e comungar com a natureza indiferente ao homem ( a natureza é uma deusa que dá a vida, a Gaia, a mãe primeva, e mata o ser humano sem piedade, nos ritos sacrificiais em suas aras transbordantes de sangue. Seria esta a origem ( ou uma das origens) do sacrifício sacerdotal, ritual?!
Já a filosofia é a linguagem do pensamento em conceitos vitais, não a linguagem a serviço da técnica ( tecnologia no sentido de fazer o objetos pensado ou imaginado na prancheta do arquiteto, químico, engenheiro, com seu desenho geométrico ou equacional ), no caso da ciência ; porém é, outrossim, a filosofia, em suas ramificações de arvoredo e passaredo,  a linguagem de que se serve a arte em seus argumentos persuasivos não-nietzschinianos ou anti-ditirâmbicos, pois a arte é a vida com sentido filosófico, revitalizada após o assombro, o espanto, o susto e o nojo que a tragédia coloca como arte, a fim de fugir à dureza diamantina da vida, que leva a morte enquanto sombra do viandante, do caminheiro, do peregrino, do andarilho.
De fato a filosofia é que é a ciência, em sentido lato e estrito; no entanto, não cumpre função técnica, senão na linguagem, na elaboração e aprimoramento dos conceitos e da verdade que o ser põe no mundo, pois isso concerne à ciência, cuja linguagem está envolvida com a técnica; com a técnica ( tecnologia)  que pensamos ser ciência quando , de fato, não o é, senão na ficção do direito, ou da ciência que impregna a linguagem do direito com a metafísica da ciência real, fática, que não pode ser física, mas metafísica, dada no pensamento enquanto ser e não ente fenomênico.
De mais a mais, não há uma filosofia ou nenhuma, pois esta forma de pensar, derivada ou unida á arte e á religião, não está na existência, excepto pelo filósofo, que são muitos e, concomitantemente, muitas são as filosofias, tantas e tamanhas quanto maiores ou menores sejam os filósofos, seres alienados do homem, o único ente e ser real, inalienável, acima da ciência, da arte, das filosofias, da religião e dos estados,que a todos escravizam com sua uniformidade e prisão generalizada : a cada um a sua cadeia, o seu grilhão e aguilhão.
( A ciência é meramente
linguajar técnico
língua literal
para trazer à baila
do limbo
objetos pensados
arrastados da geometria sonâmbula
pela força do caminhão
da matemática
e da álgebra
que descreve a zebra
com listas pensadas
nas feridas
ou na saúde plena
do animal a galope

A ciência
é um linguajar
para objetos
posto pelo preceito délfico
no palco onde Hamlet é interno
e dialoga dialético
em ditirambos trágicos
no coro com o doutor Fausto
de Goethe
dentro de um microcosmo
hermético
com saídas para Hermes
e outros mensageiros
pagãos e cristãos
sacristãos e sacripantas
( Os Hermes são Eros alado
Cupido alado
e a  diva da vitória
- a Vitória Alada de Samotrácia
agora na Ágora do museu do Louvre
que se postam do lado de fora
do paralelogramo
não contemplado em face
pelo senso alienígena
que temos no espelho de um mundo externo
contraposto ao cosmos abstraído
do exterior ao ser do homem
e posto no mundo natural
em sólidos geométricos
dentre os quais dançam no mundo de fora do ser do homem
captado fenomenicamente
as figuras sólidas perfeitas de Platão
os poliedros convexos
quase ideias plantadas em natureza
por mão platônica-divina
a divagar pervagantes )

A filosofia não é a filosofia
nem as filosofias
ou ciência com perspectiva filosofante
tipo a economia política de Marx
mas o filósofo solitário
o solilóquio do eremita
andarilho acompanhado de sua sombra
mendigo de São Francisco de Assis
a se despojar de tudo
toda veste
e toda nudez
por amor ou "pathos"
ao conhecimento e à sabedoria
a tudo o que há no cosmos
e fora do universo
interno e externo

O filósofo é o poeta
e o monge
em busca do seu tesouro de amor
sua paixão por uma mulher
e por todos os caminhos
abertos ou fechados aos pés
e aos sapatos
com "pathos"
pato selvagem
palmípedes na lagoa
que não magoa
a saracura pressurosa
e desconfiada
sempre atenta
ao menor sussurro na brisa
que escreve seus geóglifos
em ondas senoidais
- desenhos de uma geometria analítica
ouvidas nos ouvidos
no bater do martelo
na biga da bigorna
que adorna
a codorna
- a cordoniz ( espécie "Coturnix coturnix" )
que se perdeu na perdiz ( "Perdix perdix" )
mas não diz
do perdigão  ( espécie "Rhynchotus  rufescens" )
ou ihambupé

A ciência é instituição
- e tudo o que é instituído
é ficção do direito
ficção cientifica
( A ciência sempre é ficção
enquanto a filosofia
é a realidade com o bordão e o surrão
o alforge e o jumento a se montar
para se tentar fugir à perseguição encarniçada
do cavalo baio
montado pelo cavaleiro amarelo do apocalipse
a ocasionar ruínas
por onde passa
em peste negra
A ciência é este cavaleiro fictício

Por outro lado

a filosofia é paixão vital
- é a vida mesma frente ao caminho
que leva ao Gólgota
porque num dia raiado-irisado no negrume do betume
aos 96 anos de uma vida
regada-regalada à cerveja amarela
na cor-amor da flor cavada na cor  amarela
de alelos genes
em adorno nos cabelos de Rapunzel
e da boneca do milho
ou da noite da mulher de Joan Miró
penteada na Cabeleira da Berenice
- venha a mim em um cesto de vime
de presente de grego
de própria autoria e punho
uma mamba negra
que me ponha os olhos de volta
nas trevas não-genéticas
sem reengenharia cromossômica...
dentre os fios dos cabelos nigérrimos
da mulher que amo
no fundo da alma negra da noite
pintada no surrealismo
de um catalão singelo
- da simplicidade e candura de um menino
Simples como as pombas em voo
e prudente como a serpente, a víbora... :
a mamba negra!
de boca aberta
pronta para inocular a peçonha hemotóxica
- Neurotóxico
Ou misto o veneno?!

Ai! noite negra e morta

na hora morta
de Joan Miró! :
- que será minha um dia
 ou noite sem agonia enfim
no xadrez e na paixão
de seus cabelos
em coerência com o piche
o bitume
o negror da paixão luzidia
noite e dia
na noiva que recebeu a picadura
terminal da mamba negra
egressa do meu cesto
furtado á Cleópatra
a rainha suicida do Egito
- a padroeira santa da seita dos suicidas macróbios
que chegaram aos 96 anos de vida
perfeitos fora do leito
e quedos por fim
no leito de morte
do rio de Heráclito de Éfeso
que só passa uma vez
somente banha sonolentamente o homem
uma única vez...:
O rio heraclítico!  )

quinta-feira, 19 de abril de 2012

CIRCO MÁXIMO - glossario dicionario glossario lexicografia lexico wikcionario jargão jergão terminologia nomenclatura dicionairo onomastico onomastica enciclopedia

O olho cai sobre o vermelho
que sangra no muro verde
agarrado às garatujas
que tossem uma voz escrava
eslava
que grava
grafa uma escrita mural
glifo
sem poesia
 na gárgula
 de Goethe Byron
ou outros românticos
românicos poetas
enclavados em um tempo em pó
no leite integral
não-bacterial-Pauster...
o escarlate que late
na muralha onde bate
o sol
flavo
fulvo
o qual
sol
pode ser
venha a caber
calhar
na metáfora
de um batel
de papel papal
amarelado no escol
que sobeja no outono flavo
glabro
pintado em flor-folha
que foi
no tempo de ser
antes do outono
cair do muro
calcado na trepadeira
sobranceira
que sobe ao céu
pelos cabelos da boneca do milho em espiga
que é Rapunzel
sem aranzel...
Mas aquele batel
metaforeado
não--alforriado
mal-desenhado-pintado-plissado
pela mão do  tempo
não contempla obra de Joan Miró
flor de Van Gogh
ou traços de Kandinsky
- porém contempla
a vida
que é a linhagem
da linguagem
em metalinguagem
em esverdeado-carmesim
no muro sim
quedo e mudo
até onde olhos
- com escolhos
molham
molhos
molhados
no ponto de orvalho
com alho
e bugalhos
- esbugalhados!
nos galhos
que cortam o amarelo
da lua falciforme
formal
com foice
à mão
do cavaleiro
sobre o cavalo baio
do apocalipse
louco
desvairado
em disparada
parda
tarda
tardia

O olho vivo
caolho
- lá olho
na viva
cor do sangue
que cor dá
ao coração
partido
em átrios
rubro
rubi
rubiácea 
estrela a rutilar
no rubicundo rubicão
a atravessar.... :

A vida
que tudo vê
vermelho
mar
- no olhar
amar :
 atitude
em companhia
de cada ação
ou ato expresso
"in verbis"
desenhado
no ato do geômetra
e gesticulado
na sinestesia
de olhar
e fazer
o amor
que acompanha
todo verbo
e ato
sem teatro
- espontâneo
instantâneo
como o leite
que não como
mas bebo
no bebê
no bêbado
banido
bandido
em ostracismo
de ostra
com pérola
para César
romano...
( Tirano
"pontifex maximus"
no Circo Máximo
escritor
do "De Bello Gallico"
ao " De Bello Civili"
senhor da luz
às trevas)
Empós o Rubicão
Roma
viva
e morta
no olhar
de folha
outonal
- tonal
Naquelas garatujas torcidas
escritas-lidas
estão os princípios
contidos nos alfarrábios do DNA
Código-códice
fonte de vida

quarta-feira, 18 de abril de 2012

ARANHA - enciclopedia dicionario enciclopedia wikcionario wik dicionario glossario onomastica

Aranha da espécie Brachypelma auratum.
O sol aberto em teia branca de aranha
incidindo sobre o discurso verde da erva
que sobe na sebe
mesclada à grade
sobre a muralha
- teia alva
com tear natural
da aranha
espalhada
pela liana
na sebe
ali sebosa
( sebo de aranha e sebe
é de sete vezes sete
proporções
ou por porções
ou poções
de bruxa escaldada )

Sol branco da manhã
com vento a galope
no cavalo baio
em folha amarela de erva
que sobe à sebe
junto ao marrom mortuário
de outras folhas e caule
algo lenhoso

O sol aberto em teia branca de aranha
incidindo sobre o discurso verde da erva
teia alva
de aranha
espalhada
pela liana
na sebe

Sol branco da manhã
com vento a galope
no cavalo baio
em folha amarela de erva
que sobe à sebe
junto ao marrom mortuário
de outras folhas e caule
algo lenhoso

Sol artrópode
cheio de tentáculos
qual aranha
entremeada
e vista
avistada
em teia branca
alvejante
alvejado
em discurso brando
na sintaxe verde da erva
que dana
- daninha
porém bem bonina
para terra maninha

E uma nuvem branca
logo a frente
da aranha esbranquiçada
que é o sol
faz o olhar pensar
que o sol é uma aranha cruzeira
um aracnídeo
e eu um homem
com olho na teia da aranha solar
debatendo-se na armadilha
no aranzel da aranha
com teia e manha
tamanha