quarta-feira, 22 de junho de 2011

CINESTESIA ( wikcionario dicionario etimologico etimologia wiki infopedia))

O retrato movediço nos filmes de Hollywood
abriga a indústria do entretenimento
com o advento do cinematógrafo
do qual a metonímia ou transnominação
faz uma instância do metônimo
( A sala do cinema
em função da metonímia
é um metônimo que nomeia o recinto do cinema
e o cinematógrafo ou equipamento
cuja função é a de passar para a atela
as obras cinematográficas
através dos fotogramas
com estribo no movimento beta
um tipo de "estribilho" psicológico )

O cinema em seus pioneiros
tartamudo em Chaplin...
mostra um tempo a vagir
antes do meu primeiro dia ao sol
sem saber que havia um girassol no vento
colhendo moinhos de vento
e meninos e meninas
no seu receptáculo para amarelo capitular
( o girassol é uma flor em capítulo
assim como outras tem inflorescências em rácimo
umbela corimbo amentilho espádice espiga cimeira bípara... )

O tempo pingue nos filmes de Hollywod
enquanto indústria de entretenimento
enovela-se em vetustos retratos sucessivos
oriundos da captação da luz
de um dia cálido e concatenado
num calidoscópio que a imagem latente do daguerrótipo
havia aprisionado numa lâmina
protegido num cristal
após o fluxo e a fixação da imagem
que é uma hagiografia da química
no amplexo com a matéria utilizada
( A fotografia ou processo fotográfico
é uma reação da química
provocada por um ato humano :
o ato de pensar ler e grafar
o caleidoscópio impresso nos versos funéreos
perpassando através do instantâneo
a esculpir o emergir e imergir simultâneo
do ser e vir-a-ser flagrados no retrato
em face da mente atribulada do poeta Alan Poe
em sua imagem mais conhecida
alumiada pelo daguerrótipo
um ícone do tempo
que outrossim capta o séquito da morte nos olhos do poeta /
retrata-a com seus convivas /
- os taciturnos comensais do banquete /
que será servido em casa /
com seus acepipes /
suas iguarias e guloseimas /
O retrato do bardo da América no hemisfério setentrional /
pode ilustrar a obra de Aristóteles sobre a fisiognomonia /
O homem é o catalisador da reação química /
produz a sua catálise /
enquanto aflito na clareira aberta pelo daguerrótipo /
que plasma um espaço no tempo /
sucessivamente e extensivamente /
no dicotômico olhar dos sentidos /
fomentadores do conhecimento /
que não passa de um paradoxo de sorites /
- o homem é o daguerrótipo! /
este seu semblante de centauro /
- em centauromaquia pelas ranhuras do tempo /
que narra uma história trágica /
escrita para olhos de homem afligido pela proximidade da morte /
tragédia legível nos olhos do rapsodo Alan Poe /
hoje descido ao solo argiloso /

O tempo armazenado na filmoteca de Hollywood
desenha caminhões
arrastando atrás de seu rasto
do daguerrótipo em diante
uma coleção de fantasmas redivivos
as ressuscitações de Cristos no cinema
que cria ou inventa outra alma
que não e mais a alma do paganismos no latim clássico
nem tampouco simplista, homogênea e precária alma
do cristão e do sacristão sacrílego
mas uma alma cinestésica
- alma em cinestesia
no sentido muscular
quando no envoltório de uma metáfora
que ocasiona uma licença poética
a qual remete o poeta ao privilégio infausto
de por por o vocábulo para o motor muscular
e o moto contínuo no cinema
em lugar da percepção
que origina uma sinestesia delirante
- a percepção sensorial em Baudelaire
que coloca a sensação numa rede semântica
acenando para uma semiologia e semiótica
posteriores às pastorais do poeta gaulês
que compreendia a natureza intrínseca da sensibilidade
toda uma fenomenologia poética-filosófica refinada
de fundo vegetal
originária na fauna e flora da alma e do espírito humano
( o cinema é uma inovação da alma
em transição do latim romano
para o refugo do latim cristão deteriorado
- o cinema é a alma cinestésica
ou desarraigada da cinestesia metafísica-cristã
para os arroubos cinestésicos
induzidos em cinéfilos
como se esses fossem bobinas para indução eletrostática
No caso, uma centelha elétrica
concebida por Otto Von Guerick
inventor do dispositivo gerador de energia eléctrica estática
físico que estudou o vácuo, a pneumática e a propagação do som )

O mundo no retrato está entre a entalpia e entropia
conquanto não para sembrar antinomias
que não há entre os vocábulos
que timbram em ser "dissidentes"
( a locução de um homem
pode dissentir de outro interlocutor
porém não o vocábulo
que não pensa
mas sim é pensado pelo homem
a cismar dentro do rio de piche
que é a noite
- uma ribeira para ao barqueiro Caronte )
Todavia, pensamos por meio de um maniqueísmo
o qual fundamenta o ser pensado
- no caso, as reações químicas
cuja função é redesenhar
na prancheta de um arquitecto da vida
( que são os artistas!
esses arquitetos e engenheiros vegetais, vitais )
a anatomia e a fisiologia
as quais "ciências" são os escultores de engenho
na engenharia e reengenharia do corpo humano-animal
no decurso da vida
pois ninguém é trânsfuga
e não há refugo vivo
( Aos trovadores fica o estudo
do corpo anatômico e fisiológico do centauro
do sátiro, da linfa na ninfa
da ninfomaníaca e outras divas
nas cantigas de amigo e amor
do rapsodo com timbre de violino ou violoncelo
cheio de anelo pelo belo
enleado e prenhe de significação )

O retrato recobre o tempo pretérito
tece em torno dele um casulo
ou um repositório sucinto
caminho sobre o tempo
revisitando seus contornos
sobre a poeira assente
então nas coisas tangíveis
que o lápis de luz e treva debuxa
no quadro de Vermeer
celebérrimo artista holandês
em perene enleio
ante sua vida meteórica
( Neederland, Neederland!...
da escola dos pintores flamengos
- escola flamenga de prolífica brasa )
ou nos retratos cinéticos
aonde os trastes posam com todo garbo
assim como as atrizes se mostram faceiras
ridentes maviosas fugazes
junto aos galãs garbosos
que vivem o pó de luz
- a réstia no retrato )

De se Lamentar que o retrato no cinema
exibido num ato ostensivo e prepotente
de frenesi impudente leviano sumário
atos de homens ou bestas destituídos de escrúpulos
transcritos nos debuxos e gravados
no estilo amaríssimo de Goya
em seus irônicos, sarcásticos, desdenhosos caprichos
nos quais retrata a ação ignóbil
biltre vil tumultuosa deletéria ruinosa calamitosa
o opróbrio vexatório atribuído ao genocida contumaz
e concernente aos parricidas regicidas matricidas fratricidas
- e alguns soldados ou guerreiros remunerados enquanto sicários
cujo desiderato é o de perpetrar assassínios...
perpetuar crimes legítimos
porquanto embasados no despotismo da lei
dos estados cujo povo sofre opressão e é vilipendiado
enquanto os criminosos no sólio do poder
vão recebendo comendas e medalhas auríferas
louros e guirlandas tais e mais sórdidas
que a luz do sol sobre tal estado de fatos
e atos oprobriosos ignominiosos
pertinentes ao atos sub-animais
pontuais e notórios em tais sub-tiranias medonhas
cujos mandatários aprestam suas biografias eivadas de máculas
- nódoas indeléveis que caracterizam os déspotas
sempiternos senhores dos poderes do Tântalo
e das torturas de Sísifo
quando o estado é o Hades
onde o poema de Dante põe a maioria ou povo
enquanto alguns eleitos vão ao paraíso
de um jardim do Éden ou das Hespérides

Não importa se as insígnias sejam o báculo
e o prelado em suas prelazias ou prelatura
faça uso do hierofante heráldico
ou férula papal
o brasão e a mitra
a qual cobre a cabeça prelatícia
a ínfula que desce às espáduas ou escápula
a tiara papal com três diademas
ornamentada com gemas preciosas e pérolas;
enfim : a heráldica eclesiástica
uma espécie de paradoxo sorites
cuja função é assinalar a fragilidade dos sistemas dogmáticos
ou da gnoseologia do pensador sob dogmas
( Todo sistema de pensar
labuta em exegética supérflua
a especular o ser e a existência
infensa às investidas da hermenêutica falaz
toda aplainada para a essência )

Os relógios...os relógios! : são retratos do tempo
Todavia antes dos relógios
dos fonógrafos e das clepsidras
do cinematógrafo e outros equipamentos congêneres
haviam outros retratos
que o daguerrótipo não pôs em olhos objetivos
não cristalizou no tempo
- tempo geológico dos cristais
na tradição das eras
a reverberar nas faces fotografadas
para ato fisiognomônico

terça-feira, 21 de junho de 2011

ARROZ ( wikcionario wik dicionario onomastico etimologia wiki )

Não acho que amo hagiograficamente /
a São Francisco de Assis do rio pisado /
- São Francisco de Assis em ribeirão /
que baptizou meus pés /
quando o profeta era baptista por lá
á jusante daqueles águas à montante /
do meu coração de menino passarinho no ninho
a pipilar ao devorar as minhocas /
que me trazia o pelicano pai /
e minha mãe, alcatraz branco /

Não, não gosto de São Francisco de Assis /
mendigo italiano medieval /
errabundo pelo mundo /
medievo homem mendicante /
fascinado pela pobreza abstracta /
pois de fato era filho de um nababo local /
- nascera sob a opulência /
vivera de forma nababesca /
até seu alumbramento /
no sentido pneumotórax de Manuel Bandeira /
bardo em ritmo dissoluto /
assim como a poetisa Safo /
da ilha de Lesbos /
quase sibila /
no que sibila o vento passageiro /
( Toda sua concupiscência /
lançada em suas rapsódias fugazes /
a se esvair languidamente /
no que era a cinza do tempo /
- um tabagista peremptório /
o tempo a mascar o fumo nos relógios ) /

Foi canonizado pela igreja católica apostólica romana /
este idólatra que cultuava o Santo Lenho /
porquanto os santos da igreja /
vinham para propiciar hagiografias fecundas /
cujo escopo era amealhar poder para a igreja /
Eram santos de época /
ou o tempo arquitectado pelo homem /
sobre a caberia e os ossos dos antepassados frades /
padres e outros clérigos /
que serviam a igreja /
vivos ou mortos /

As insígnias que o cobriam feito veste talar
não era a metáfora da pobreza /
mas o cíngulo com que rodeava a cintura /
a estola e a casula do prelado /
não trazia báculo mitra tiara
mas tonsura sim
nem tampouco solidéu
ou outro símbolo da heráldica eclesiástica
tiara hierofante ou férula /
não estava neste pingue personagem medieval
da idade média central /
no hemisfério ou hemistíquio das trevas /
derramadas no tempo /
que cozeu o contexto daquele anacoreta /

Não menosprezo os atos de São Francisco de Assis /
enquadro-os em intercontextualização /
mendigo italiano medieval /
medievo mendigo /
canonizado pela igreja católica apostólica romana /
nem tampouco do romantismo italiano /
- romantismo que aloco em Assis /
em época nada romântica /
de um tempo medieval /
cercado por templos /
em formato de catedral gótica /
e castelos feudais /

São Francisco de Assis /
não passava de um mendigo medieval /
medievo ser de época /
camada geológico do seu tempo /
estela franciscana apagada em geoglifos ( ou geóglifos) /
cuja vida imaginária /
esplende beleza e candor irresistível /

A história sem escrita /
mas sim na existência /
no tempo do homem /
é a de um certo Giovanni de Pietro di Bernardone /
um italiano esbanjador de paixões /
um homem que construiu em roda de si /
o seu tempo-de-idiossincrasia /
para contrastar com o tempo genérico dos homens /
espargido em redes para peixes miúdos e podres /
( o tempo é um produto ou um feito do homem /
mas alguns homens personalíssimos /
cuja inteligência é indômita e selvática /
fabricam seu tempo personalíssmo /
exegetas que são do tempo alienado /
que sói sair nos retratos /
nos vetustos daguerrótipos /
que ainda vêem o poeta Alan Poe /
sem nenhum corvo agourento /
( São Francisco de Assis /
é apenas um vocábulo no dicionário onomástico /
para servir à literatura /
narrar uma bela história literária /
transcrever um drama para o teatro /
ou uma reminiscência trágica /
com lastro nas hagiografias do mártires cristãos /
dos tempos de antanho /
quando Santo Antão nem chegara às tebaidas
muito menos à obra de Salvador Dali ou Goya ) /

Acho que o que me atrai é da tonsura /
- da tonsura de São Francisco de Assis /
santo no imaginário da ficção do Direito canónico /
( todo Direito é uma literatura escrita para uma ópera /
ou para representar no teatro próprio /
com e com rito apropriado ao contexto /
que rima com o escrito ) /
- asceta metido em surrão remendado /
roto paramento da ascese /
cordas cingindo a cintura /
( o nome eclesiástico para essa "cordas" rotas /
no jargão da prelazia é "cíngalo" ) /
- já no jargão da matemática /
cordas designam senos trigonométricos /
Entretando, o santo seráfico
não tocava tais cordas de viola ou alaúde, cítara /
porém cordas para tocar /
num coração cálido /
de ardente paixão pulsante /
à maneira dos italianos /
pois este coração o frade exibia no peito /
( O frade de Assis ostentara intensa paixão /
no decurso de sua vida breve /
Era um homem intenso /
de vigoroso temperamento /
e vontade onipotente! /
- um deus, uma divindade medieval! ) /

São Francisco de Assis /
o homem representado por Giotto /
( amo São Francisco de Assis na obra de Giotto ) /
porquanto o santo de Assis /
era um homem das dores /
prescrito nos vaticínios do profeta Isaías /
poeta da mais alta cepa /
este profeta teatral /
que amava o bombástico /
e os oráculos terrificantes /
mas também um arauto do evangelho /
que quase leva o progenitor à bancarrota /
( Este santo é um nume da igreja católica /
cuja hagiografia idílica ou romanceada /
embasada em panegíricos e apologias /
exorta um proêmio ao devaneio /
ilustra, no entanto, a megalomania do pai seráfico /
- sua vida medieval é proverbial /
mesmo metamorfoseada na tradição oral /
profícua em erigir formosura /
a haurir numa vida medíocre e ocasional /
com notório gris por cor /) /

Fico embevecido com a ordem dos mendigos /
cujo nome ou inteligência nomeada /
põe em lugar do mendigo miserável e infeliz /
o vocábulo mendicante /
das ordens em forma na idade média efervescente /
então evanescente /
nas vascas da agonia /
no seu ocaso /
que afina harmoniosamente /
com a voz sofisticada do violino mais estridente da orquestra /
o magno soprano /
que não sopra o anjo da goela ou da laringe /
mas dá a tónica da nota da Ordem mendicante /
a qual se estriba num dó maior sustenido bemol /
( ou algo assim musical timbrado ) /
e floresce melhor em qualquer solo /
( solo de violoncelo belo! /
ou anelo por esse solo ) /
quer seja este solo para clarinete /
e não tão-somente para tuba em solilóquio /
num solipsismo lastimoso /
moroso e lacrimoso /
solo só solene e sem soluço de violino divino em hino! /
- violino em solitude de fagote /
vivo no sopro do músico solista /
- músico cuja filosofia é o solipsismo /
amuado no solo de oboé cantante /
a rumorejar no riacho pequenino de riso em menino /
- bem pequenino menino /
menino Jesus /
pois menino é menino /
- é menino Jesus! /
é filho dos tempos em desarranjo de banjo nos relógios /
neto no tempo para miosótis em êxtase /
bisneto ou trisneto em tempo em que houve a metamorfose nos desenhos /
nos artefactos tangíveis e nas coisas intangíveis /
para o macróbio sobrevivente às intempéries abruptas /
e às vicissitudes da vida /
se cônjuge supérstite /
quando o homem logra sobreviver à viúva eterna /
à viúva de Sarepta /
visitada pelo profeta Elias /
- mulheres sempiternas /
e ternas, sempre ternas /
da ternura infusa nas dálias /
nas amapolas, gerânios, no alecrim campestre... /
floradas de uma meiguice silvestre! /
ou capitulares no girassol /
que gira o sol na abóbada celeste /
para violinista celeste /
ou verde se o violino está nos baixios /
aonde vai o arroio e o arroz dos campos /
estepes, tundras, cerrado, paul... /

Ser o menino Jesus /
o bem pequenino menino Jesus /
era o desiderato de São Francisco de Assis /
o pequenino São Francisco de Assis /
cujo sonho acordou com a montagem do presépio /
- a invenção do presépio tirado ao surreal /
à areia do surreal que enche a praia da ilha onírica /
( Haverá uma cor onírica /
para se apreciar na aldeia abandonada na imaginação /
para onde peregrina o artista /
toda a noite /
através do véu da madrugada "frígida"?!...) /

Oh! o pio presépio de São Francisco de Assis! /
um frade menor /
criador da ordem menor /
fundador da ordem dos irmãos mínimos /
para não dizer os irmãos meninos /
- a Ordem dos Irmãos Meninos-Jesus!
( A Ordem Franciscana dos Meninos Jesus /
ou frades menores ) /

terça-feira, 14 de junho de 2011

DEBUXO ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )

O tempo do homem
não é tempo natural
motor de mutação em natureza sempre-viva
em flora e abelha
no arroio de mel
depositados nas colméias
quando o sol embarca nas águas da ribeira
um brigue de mel
suscitado do embate da luz
com a água na corredeira
levando a canoa junto ao levante
ou à tarde tardia
ao olvido do lusco-fusco
que vinca a lâmina d'água
com as mãos de aragem sutil
a esculpir um Narciso em decrepitude
infenso ao suicídio passional

O tempo do homem
é algo que está enredado no retrato
nas redes que o retrato capta
num instante de luz e trevas
- luz vincando trevas
por todos os lados
pois tudo é quase treva
negro cavaleiro e penas de anum
madrugada fora
- calada madrugada!
onde não se escuta um filete de voz de galo...
nem o ruído do lápis a riscar o orvalho
( "Risque-risque" é a onomatopéia
na ponta do grafite do lápis riscando
no empuxo da mão imprimindo os contornos
também para nanquim
da China do mandarim )

O tempo do homem é algo que não está no tempo!
mas em algumas invenções do homem
as quais retratam a época
arquitecta uma era na catedral medieval
ou na teologia medieval
tão abstrusa e refinada
eivada de anfibologias
batendo o martelo para as bruxas
a se imiscuir com Íncubos e Súcubos
a fim de dar uma razão plausível
aos processos da inquisição espanhola
a inventar hereges
e perpetrar torturas heréticas e abomináveis...
- e toda a adjetivação para o anelo do homem
de destruir outros seres humanos
e aplacar sua demência atávica
sua megalomania renitente
que a cada tempo assoma
com uma renovada face maquiavélica
( Esse o único diabo de fato
que se imiscui nas leis
depois de engendrar no homem e na mulher
um descendente Íncubo e outro Súcubo
com o desiderato de procriar uma dinastia
longânime no tempo fotografado
onde a fotografia afia o olho do demônio zombeteiro
a olhar do fundo do sarcasmo
para o legado da miséria
que é o ser humano
enredada na luz para fenecer
drasticamente enfronhar-se na trama social-cultural
deixar-se levar pela ilusão edulcorante
que essa comédia põe em afresco de Giotto, Fra Angelico...
e por fim ser objecto de tragédia grega
com a morte o fantasma e a caveira em Hamlet
obra da esquizofrenia funda de Shakespeare
bardo de triste sina
como todos nós nos responsos do sino
a repicar para anunciar a presença do anjo da morte
- cuja presença é incontinenti
porquanto está no substrato da matéria e da energia
no corpo em mutação
e na alma sem salvação escatológica
Não há salvação na escatologia )

O homem é de um tempo....
que extrapola o tempo
em todas as Eras geológicas
Vive revestido pela túnica de um tempo
em que o retrato desenhou a luz
sobre as trevas com fuzis "incoerentes"
na grande noite no espaço sem luz
ou sem luciferação de pirilampo
de vagalume errabundo
em noite de trevas para lobos e gotas de chuva
a dedilhar o piano do rocio
que cai madrugada a fio
alimentada no pavio
da vela que molha o quarto de luz
aonde vão as mariposas
depois do vôo de piloto
sobre o deserto noturno
com dunas em azeviche pintadas
ou no piche da madrugada
que sobeja na voz do galo
cândido cantor de Voltaire

O tempo do homem está no retrato
que mostra as teias do tempo
nas invenções de época
na mobília ou no vestuário
no pensamento ou no modo de agir e amar
nos filmes e nos cantos...
nos amores que erraram
por vinhedos a vagar no lagar

O tempo do ser humano
prescreve todos os retratos
que estão dentro do retrato
e contam com luz e trevas
a história do homem
sob o mastro e a mesena
nas caravelas e no dilúvio
na catedral gótica
na fotografia do automóvel antigo
envolto no amplexo de enamorados
de outras décadas
escritas pela cor no retrato
e no papel que captou o instantâneo do amor
incomensurável nas vestes de época
no penteado dela
nos brincos e outras jóias
na pose da enamorada da vida
e no sorriso de então
que era outro sorriso
a fundar outro tempo
e outra paixão no tempo
que nunca se esvai ou exaure
nos adereços da mulher
ou da criança que veio ao lume
e tomou todo o espaço temporal
ajuntando o pó do tempo
na teia de aranha do seu corpo franzino
perenemente amado
mesmo quando os olhos
mexem a miscelânea de outro tempo
no aglomerado estelar das Plêiades
- As Plêiades : Objeto Messier 45

O retrato pálido, lívido, "levedado"
mascarado de tempo
estagnado na poça de luz e da matéria escura que o segura
baila no "carnaval do arlequim" de priscas eras
moldando no pó de suas histórias submersas sob camadas de várias histórias
verdadeiras arqueologias do conhecimento e do saber
que Michel Foucault tanto queria desvelar...
mas enlouqueceu antes do dilúculo!...
e ficou no retrato do homem
na imobilidade pétrea
do último tempo à luz
- no derradeiro debuxo de luz
torrente de mel para geometria de alma
sempre penada em noite de anum
com suas penas pesadas de trevas
segundo o Livro dos Mortos egípcios
de onde nos olha uma felicidade lúdica
no olho da criança querida
e nos envolvem o cálido amplexo da mulher amada
no tempo do amor
que a fotografia registrou
e jamais pode olvidar
à luz solar
num solar com solo para andorinhas pardas
caindo na tarde
com abóbada escarlate a refulgir gloriosa
demonstrando que a vida fica
ainda que seja num retrato
encalhado nas águas correntes ou lacustres do tempo
- do tempo no retrato!
que é toda a eternidade dada ao homem
ainda que em tatibitate...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

COROLÁRIOS ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )

Agua entra por um paul /
e sai por outro paul /
- água em paul /
é saracura ou jacaré /
( jacaré é água /
saracura émenos água /
mas aquática é ) /
ou ave do pantanal mato grossense /
- imenso e esparramado tuiuiui /
voando pelos céus esgarçados /
ou deitado no ato de serpentear /
por entre terras de todo modo /
- modo de rocha ou barranco /
ou ervas no caminho /
a caminho do tronco do ipê roxo /
ou das lianas que trepam feito serpentes /
nas muralhas extensas /

Água ronda e rói moinho /
rui moenda /
move moinho /
motiva moleiros /
movimenta-se e se arrasta no cipó e no vento /
- no vento do moinho /
no vento em popa /
a bombordo ou estibordo /
barlavento ou sotavento /
na palmeira que balança o vento /
em suas palmas verdejantes /
de brilho verde de sol /
e não verde de buritis /

Água sopra moinhos /
- moinhos de vento /
de vento em popa /
ou aproando para a tamareira /
o coqueiro dançante /
- louco dançarino em frenesi /
enlouquecido pelo vento ensandecido! /
( Água é um paul em inércia /
até a primeira força centrípeta /
ronronar no motor de popa /
motor de proa /
a aproar para a ilha /
insulada no arquipélago de Galápagos ) /

O sol puxa a água para cima /
leva-a ao cimo /
até a nuvem /
Oh! nefelibata! /

Nefelibata água /
que pisa nas nuvens /
anda e desanda nas nuvens /
"vive" nas nuvens /
com pés descalços /
da carmelita descalça /
Santa Terezinha do Menino Jesus /
com pés enxutos! /
e desce num aguaceiro /
pela perna da água pernalta /
da ave pernalta que levanta vôo /
- a pernalta ave /
denominada saracura /
a saracura do brejo /
amante da lagoa /
em perene solitude no paul /
deusa do paul /
eremita de paul /
descalça no paul /
não carmelita /
mas ser mais livre /
que o vento quanto bate na palma da palmeira /
ou no moinho de vento /
que sabe a Van Gogh /
e sabe a Monet ) /

A água sai por baixo /
escapa da mão /
entra na erva /
- erva adentro vai /
é seu destino /
dentre outros destinos /
a caminhar no mel /
no anel do mel /
em gotas milimétricas /
escorrendo pelo abdômen da abelha /
( Arrostando o destino das águas /
a me mover por dentro e por fora /
vou sabedor de que talvez ninguém me espere /
no marco zero em que a lua deixou o palor /
do luar em noite de dama-da-noite /
espargindo fragrância /
junto aos jasmins ou bogaris ... /
no candor do alvor /
de barra da alva /
flor de laranjeira em aleia /
alameda leda /
e estrela da manhã inteira /
- estrela do orvalho /
sentenciado madrugada fora /
até galo na aurora ) /

Água que entra pelo pé da erva /
ou voa no ar /
flutua /
flui /
fluente no afluente /
no riacho que acho ancho /
na uva que dá em cacho /
na umidade do cacho /
e nos cachos encaracolados da cachoeira /
- nos cachos espumantes da cachoeira /
rolante cachoeira na torrente /
tonante tonitruante e sempre avante! /
a se esgueirar entre pedras /
- entre as pedras cinzas /
ou acinzentadas pelo lamber da tinta das águas passadas /
nas línguas das águas pretéritas /
- águas que movem moinhos /
na água e no vento /
moinhos de água e vento /
e seus pássaros moleiros /
mandriões impávidos na procela /
que arranca o mar do fundamento /
e despedaça o brigue à deriva /
na vela branca pintalgando a paz /
- a paz branca de medo /
indo para o fundo do mar /
soçobrado o brigue /
em "Pax romana" /
a pior paz /
- paz com pá de cal na cova rasa /
do soldado vivo!!! /

Água entra no líquido /
invade o espaço gasoso /
evola no ar /
navega no mar /
se fecha no gelo hermético /
na mais sólida geleira /
desce na escada branca da geada /
a passo branco e brando de neve /
e gira em ciclo /
- o completo ciclo da água /
que toma todos os estados /
como se fosse um general do Império Romano em campanha /
a conquistar a Terra /
e com a águia tomar o céu /
que água corre em corpo de águia /
e da harpia que pia pequenina /
com o bico aberto no ninho /

Água tem estado por aí e aqui /
no estado do czar /
santa Rússia de estepes e tundras /
mujiques e cossacos /
Outrossim no estado sólido do "iceberg" /
entre o calor que a derrete /
ou ferve-a até que evole pelos caminhos espiralados no ar /
e o frio que torna sólido o seu estado /
dos gases que sopram o espírito na letra do homem /
quais anjos nobres a soprar trombetas /
anunciando o rei e a parusia /

Água a rumorejar na fonte rumorejante /
que rumoreja morro abaixo /
descendo o monte em cascatas saltitantes /
à moda das cabras montesas /
a nadar no peixe... /
a envolver o peixe /
por dentro e por fora /
nos dois mundos do peixe : /
o mundo de água por fora /
e o mundo de água por dentro /
pois o peixe nada dentro da água /
mas a água nada dentro do peixe /
e também salta o que salta o peixe /
salta junto ao peixe /
dourado ao sol no anzol /
- do peixe que nada é /
e não nada mais na piscina /
se não tem a água /
que lhe nada por dentro /
e a água em que ele nada fora /
água tônica /
( água-túnica! para deleite d'alma /
refrigério e regozijo do espírito do vinho) /

água da vida em abundância /
porquanto sem água /
o peixe volta ao nada /
nada para o nada célere /
pois a água o conserva em vida /
destila a alma do arroio ao rocio /
é fonte de toda vida /
vida abundante /
em abundância pedra afora /
- fluir de que fala Jesus Cristo /
e com que batiza João, o Batista /
profeta de alto coturno /
Outrossim a água é "insetivante" para insetos avante na chuva /
a qual enceta o espetáculo do saltimbanco Moisés bíblico /
o prestidigitador Moisés /
ser anfíbio nos girinos e demais anuros /
porquanto sem água girando no girino adentro o corpo pára /
fora e dentro /
- pára e queda!!! /
sem pára-queda /
no serafim que se apaga /
não mais lucifera nos pirilampos noctívagos /
e cai em queda de anjo e arcanjo retinto /
para o qual arranjo é banjo /
ou banho com imersão na torrente batismal do Jordão de João /
( a água só é pára-queda na chuva ) /
mesmo porque a água que resta /
em corpo de cadáver /
está quase seca e estagnada /
apenas cumprindo a função de chamar a vida /
que então atende com batalhões /
de vermes, fungos e bactérias devoradoras de tecidos mortos /
na invasão das legiões romanas naturais /
a atacar corpos mortos /
e o peixe sem água é peixe sem vida /
ou peixe sem alma /
se fosse cristão /
como o símbolo /
mas e pagão como o latim do romano /
no tempo em que o império era romano /
e Roma o mundo em latim e legião /
duas falanges hostis aos bárbaros /
( Sem água o peixe pagão volta ao nada /
- nada no nada /
retorna ao símbolo cristão do peixe /
na parábola do milagre dos peixes /
porque sem água o corpo perece /
falece, ocorre a falência dos órgãos /
uma vez que a água restante /
vai para a secante /
da vida tangente /
nos senos e co-senos da desidratação /
em trigonometria sem oração /
que matéria viva /
é torrente de água viva /
corrente na cachoeira /
e dentro das guelras do peixe em nado /
que vivo está em pleno exercício do nado /
e morto do nada/
sem alma para animar /
- o animal da água /

Todavia todos somos peixes : /
peixes de barro /
do barro de Manoel de Barros /
Manuel Bandeira /
do João-de-Barro /
ave passariforme /
( a água vive no "peixe" do João-de-barro /
no ser písceo que nada dentro do João-de-barro /
pássaro com água /
- que pássaro com água é ave viva /
e ave viva é água viva! ) /
outrossim Adélia Prado /
( sonho de prado seria flor?! /
sob luar no orvalho a cantar /
o gotejar da noite escura /
no escuro impuro ) /
e também Ledo Ivo /
ledo na madrugada de rocio cantante e silente /
antípoda de antípoda /
antífona de antífona /
assim como sou e o foi minha avó /
enquanto em natação por dentro e por fora /
- nadadora ou peixe dentro de si /
e fora de si! /
ó bem-ti-vi-do-brejo /
inexistente na ornitologia! /
dos ornitilologistas sem pássaros /
empós o dilúculo /
em réstia de luz /
- pano ou tecido amarelo de luz /
que aponta antes da manhã tecelã /
tecer toda a túnica inconsútil do dia ) /


Água é matéria plástica /
quase imaterial ou anti-matéria /
Artista plástica /
- mais plástica que Joan Miró ou Paul Klee /
Michelângelo Buonarotti ou Rodin /
Rainer Maria Rilke ou Kafka /
- mais plástica que o plástico /
o plástico sintetizado pelo humano inumano /
produzido pela indústria do homem /
industrioso ser /
cuja indústria produz um silêncio de pedra /
originário de um reino geológico /
que era em Eras /
de um passado enorme /
quase enterrado no eterno /
ou nas geleiras das Eras Glaciais /

Água é inteligente /
inteligência nata inata /
ou inteligência em ato /
nata da inteligência /
nata da inteligência /
inteligência da vida /
viva inteligência /
( ou seria fato /
agora que escrevo /
e quando a água escreve na areia /
e na rocha e nos corpos por dentro /
abrindo o livros dos genes /
o livro do Gênesis de dentro?!/
Ou seria fato /
algo posterior ao ato /
ato passado /
que não é mais ato /
mas sim fato /
pois ato é presente /
presença no ato /
do teatro da vida /
quando a escrevo /
ponha-a em história /
ponho água na história /
nesta versificada história da água?!) /

Água que é água /
sabe tudo de geometrias /
álgebras e matemáticas /
aritméticas e algoritmos /
arabescos e motivos florais /
axiomas e escólios /
corolários e razão suficiente /
ser e tempo e espaço /
e ritmos mosaicos em Mozart /
- Mozarts e mosaicos ritmos /
logaritmos costurando leis mosaicas /

Água mensura terra /
denuncia ondulações na terra e na água /
anuncia ou enuncia vento /
sopro de vento angélico /
( antes gélido que angélico!/
para ser bem cínico filósofo /
apos o cinismo virar cristianismo /
e depois Direito romano /
que é todo o Direito /
que sobrou para os povos /
- míseros povos! ) /
´´agua demonstra a gravidade /
e a escrita do relógio do sol em raios /
a mão do sol com calor /
tecendo a história da vida /
e da arte que o sol fez passar por cada reentrância do solo /
nos desvãos que ficam em ângulos /
cavados no chão /
em senos e co-senos /
nos buracos que desnivelam o chão /
que esteja calçado por cerâmica /
ou por cimento grosso /
a grosso modo posto /

Água, agua, água...: /
- água de dar sede ao pote! /
ao pote de barro de minha avó "mariinha'"/
de um minúsculo "m" no apelido /
mas um "m" que ponho no lugar do "n" de álgebra /
- de hábito de álgebra e arabesco de pura beleza /
no coração árabe que estava escrito no Corão /
- no coração da minha avó /
mulher da mais doce safra /
outrossim escrita estava ela /
na sura ' As Mulheres" /
do magnífico Alcorão /
livro santo do profeta /
escrito de oitiva /
- ouvindo a voz do anjo de Alá! /

sábado, 11 de junho de 2011

PERVADE ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )

O maniqueísmo, que coloca as tensões mais populares : o bem e o mal,
em confronto , enquanto antípodas, não foi elucubrada por nenhum
Maniqueu, ou Mani ou Manes, não importa, mas já estava desde os
primórdios da irrupção da inteligência, na estrutura do cérebro
humano, aguardando palavras
e ritos que a representassem condignamente ou fidedignamente.
Em Platão acha-se inserida no sumo bem que, buscando antagonista, ao inserir o
bem, já, neste ato de inserção estabelece ou põe ( em "tese"!) a idéia
do mal. A "maniquéia" está no arcabouço cerebral, é um símbolo com
signos a desenhar geometricamente e na abstracção que a geometria faz
com signos, que são símbolos dos quais são despojados de quase tudo,
como numa obra pictórica de Miró ou Kandinsky, para representar a
primeira partícula da escrita livre da hierografia dos hieróglifos e,
concomitantemente, da "geografia" ( geóglifos ) dos símbolos, os
quais, antes de ser símbolos, são imagens naturais. Essa "partícula"
da escrita é, outrossim, unidade mínima da fala ou voz "fonada",
sonorizada, fonética ou som, enfim. É o canto ou grito primevo,
avoengo, quiçá atávico. Atavismo?
Outrossim, nos pré-socráticos, na Tanach, no Corão, no zoroastrismo,
de onde deve tê-la conhecido Mani (Maniqueu), se houve tal personagem
fora da história, ou seja, nos
labirintos da existência ou realidade, que não tem história ou escrita
( história e escrita é o mesmo, essencialmente), exceptuada, a
história dos sinais, que não é história mas marca no corpo ( geóglifos
naturais ou escrita da natureza, que o faz também geneticamente,
memeticamente e consoante as circunstâncias do meio ambiente ), e
toda a semiologia do corpo, que a natureza marca, grafa, desenha, com
indelével energia, debuxa em hieróglifos ou geóglifos, que é o que
ocorre com o corpo escrito durante o transcurso de uma existência
individual e coletiva
( família, espécie, gênero, ordem, filo, enfim, toda a nomenclatura da
taxionomia pode engrossar o caldo do glossário ).
A história são palavras ; palavras imbricadas numa sintaxe, que é uma
forma de lógica ou de inteligência ordinal ; todavia, conquanto os
seres humanos desejem ardentemente que as palavras existam e com elas
os homens ou seres e coisas que elas, as palavras, nomeiam, não
obstante o anelo ardente, ardoroso, palavras não existem, apenas
participam de uma essência humana, são essências escritas, descritas,
narradas, discursivas, dissertativas, conforme a história a ser
contada exija, ou seja, consoante a história seja uma história com
personagens humanas, narradas ( conto, romance, poesia épica, ) ou
cantadas e ritualizadas ( drama, comédia, tragédia, poema ) ou que
ponham à baila personagens não humanas, tais quais são as idéias,
dentre outras formas de contar uma história que, em verdade, conta-se
como uma, no conto, no teatro ou no poema ou na dissertação filosófica
ou científica, no entanto, dentro ou no bojo dessa história
aparentemente única, "individual", enquanto história, individuada,
enfim, são miríades de histórias subjacentes à história em foco,
visível, legível, nas letras, na literatura ou na voz dos atores
teatrais ( as personagens, "persona"), porquanto a história nunca é
algo de verve individual, mas sempre um ato coletivo. Vide "diário de
Anne Frank", por exemplo meditativo ( "diário" aqui excogitado é um
espaço "em espasmos" para meditar sobre o público e privado; a escrita
nunca é privada, mas sempre pública, ainda que não publicada, a
publicidade está em sua essência. Essência em sentido lato, não
estrito do termo).
A palavra é é criada ou inventada no cérebro, ou pelo cérebro, em sua
transmutação social para "mente", ou seja, coletânea de signos e
símbolos culturais, quer dizer, públicos, pertencente à comunidade;
trata-se de uma simples convenção, a palavra, quer dizer, uma
realidade cultural, meramente cultural, uma manifestação de cunho
cultural, porém não natural, e existencial apenas no âmbito do ser
humano, enquanto ser da maniquéia, essa máquina produtora do bem e do
mal, "Além do Bem e do Mal " em Nietzsche, o qual, outrossim, se
envolveu com a maniquéia.
A palavra, portanto, não é a realidade propriamente dita; entretanto,
não se furta de ser uma vivaz representação da realidade, que é o que
é a palavra em discurso ou isoladamente e no conjunto frase-oração,
que tecem a história ( história significa "tecido" em grego, ou em
versão grega dos etimologistas supimpas, eminentes, entes
veementes,sujeitos à maniquéia pensante, perene a florescer ). Somos
todos maniqueus; no entanto, cônscios disso ninguém o e´, até hoje.
Gostamos mais de ser jesuítas, jesuítas, jesuados, jejuados, jebuseus
em jejum.
A palavra é, de certa forma, o homem vivo : ela guarda o homem em si,
encerrado, emparedado vivo na palavra, na voz que deixa aos
alfarrábios, que continuam predicando depois do homem morto a
milênios.
A forma discursiva, quer seja literária, matemática, algébrica,
geométrica, filosófica, artística, enfim, preserva o homem vivo, pois
abre uma outra existência para o ser humano, uma existência no bojo da
essência e não da existência real, lá fora. O "lá fora" ou mundo
escachoado na cachoeira e sem ser.
Todos nós, doutrinariamente, somos maniqueístas, somos maniqueus,
estamos na corrente da maniquéia, que pervade todo o pensamento
humano, ou talvez esteja seja percebida na existência, ou natureza, ou
física, como dizia Aristóteles, o filósofo, através ou por via do
conhecimento, ao menos, na causa e efeito, que guarda similitude com a
doutrina maniquéia; essa, o maniqueísmo, é a doutrina que perpassa
invade todo o conhecimento.
Contudo, não é uma doutrina ou teoria de Maniqueu, um determinado e
determinável indivíduo, conforme sói pensar o erudito simplista,
pressuroso; trata-se, possivelmente ou provavelmente, quiçá, de uma
manifestação coletiva-cultural-intelectual de incontáveis Maniqueus,
os quis irromperam antes ( muito antes, no pré-antes de antanho ) e
depois de Cristo; pós "Anno Domini".
O jornalista, em geral, bem como o cientista, via de regra, o
filósofo, teólogo, poeta, o artista e artífice e artesão, o
engenheiro, enfim, o ser humano produtivo, com produtividade,
eficácia, os eficazes e os eficientes, mesmo sendo mui qualificados em
seus ofícios, diferentemente dos senhores em sinecura, não percebem,
não são cônscio, em grau elevado, em argúcia ferina, sobre o tema e
sobre o meta-tema sobre o qual se debruçam, clínicos, sobre o texto
que está escrevendo ou que já escreveram ( ou estão pintando,
debuxando, esculpindo, sem o tom arguto de Goya ou Brueguel, artista
genial da escola flamenga, engenheiro da beleza e de ver com
perspicácia holandesa, que na Holanda ou Países Baixos a perspicácia
pictórica vem de Brueguel e na Espanha, de Goya; esses os doutos em
arte, não meros mestres ); já os produtivos comuns, nem sabem ler ao
que subjaz ao seu escrito ( muitas vezes o escrito e maior que eles!,
quando, então, ocorrem aqueles interpretações imaginosas! ou
inimagináveis), ou seja, sobre a doutrina que pervade seus escritos,
no qual eles estão imersos como peixes na água do mar ou doce; a
saber, no caso, o maniqueísmo, a maniquéia, a qual, penetrando seus
escritos frágeis, simplistas, rasos, torna seus objetos e ciência ou
filosofia, teologia ou arte, obsoletos, velhos, antiguados,
decrépitos, caducos... porquanto seu fundamento ou fundamentação é
aquela doutrina primeva, que
estrutura o cérebro humano: o maniqueísmo, a maniquéia, esta espécie
de "deus ex machine!", um nada, absolutamente nada de novo, na
constatação inexorável do vetusto Eclesiastes, de seu Predicador, um
maniqueísta doutrinal, douto... quando iluminado pelo sol búdico,
preclaro, a cintilar na manhã de sol a iluminar ou luciferar ( ou de
Buda?!)
Contudo, não é somente o jornalista que não percebe...: a ciência ( a
ciência são seus cientistas objectados ou "subjetados" dentro dos
limites ou lindes de seus objectos lindeiros) , sob suas atividades
submissas ao objecto e ao método "para Celso" ou Paracelso, bem como
também o filósofo e o artista, ambos e todos, excepto aos engenhos e
aos sábios que mantiveram vias as enzimas sub-linguais, as papilas
gustativas, excetuados esses gênios raros e livres, os privilegiados,
distantes do rebanho mefítico em trote constante, os demais ( "os
muitos demais, os supérfluos", diria Nietzsche, o que não digo, pois
não considero ser humano algum supérfluo e pensar assim é um perigo
para si e para todos, rebanho ou escol ), esses não percebem que o
maniqueísmo ( e não o marxismo, que é um maniqueísmo moderno) é o
fundamento ontológico, filosófico e teórico de sua doutrina, que o
maniqueísmo é a doutrina ou gnoseologia sub-reptícia, uma gnoseologia
que leva à noética, a ontologia, à epistemologia, enfim, a toda a
ciência crítica, toda a ciência que não é mera herptologia.
É mister observar ou constatar quão presente em todas as ciências
está o maniqueísmo. Senão vejamos ou viajemos na maionese.
Na física a maniquéia pode ser observada na dicotomia : energia
versus(?) matéria ; óbvia na atuação ou percepção das forças
centrípetas e centrífugas ou inércia e força ; na termodinâmica calor
e frio; na eletricidade : positivo e negativo ( elétrons e prótons);
na química as mesmas forças antagônicas a jungir os opostos; no amor
os sexos femininos e masculinos; nos juízos axiológicos : certo ou
errado ; no silogismo, ou lógica, nos conceitos ou juízos de valor
sobre o que é verdadeiro ou falso, presentes também na matemática,
álgebra, filosofia, geometria, enfim, em todo o comportamento
intelectual, social, sexual, científico, jurídico... do ser humano,
para não falar de causa e efeito, princípios do conhecimento, dentre
outros princípios que regem a razão e orientam a ciência.
O maniqueísmo, doutrina aonde o imbecil travestido de jornalista (
ninguém é imbecil, nem um ser humano o é ; trata-se, aqui, de uma
personagem literário ou filosófico para poder ser posto a atuar neste
teatro de letras, pois os seres humanos merecem respeito) se apóia, é
a dinâmica teoria que move todas as ciências! , todas as atividades
cognitivas do ser humano.
A ciência toda, a filosofia toda se funda nela, é uma doutrina
fundante do conhecimento, já está antes dos pré-socráticos e dos
magos egípcios; logo, o jornalista. personagem eleita para este drama
ou trama da razão, fica entre a verdade e a mentira, nas suas
análises fúteis, simplistas, simplórias e pueris dos psicólogos (
outra personagem teatral do autor ) e outros "filólogos" ( vamos
dizer "filólogos", mesmo porque o termo é quase obsoleto depois das
semióticas, semiologias...), os quais levam a sério ( a comédia!...:
de Dante ou Aristófanes, na comédia "As nuvens", cujo tema são os
nefelibatas, que, no caso do comediógrafo grego, era Sócrates, o
nefelibata de Aristófanes!... ), tomam a sério as elucubrações gastas
ou desgastadas, obsoletas mesmo, "enervadas" num obscuro conceito, de
um psicólogo "iluminado" ( pela mídia sem Midas!), o qual trata sobre
a estrutura do cérebro, órgão este ( o cérebro é órgão? ) capaz de
se auto-enganar ( novidade!), relacionando a isso, para tornar o
texto chique-chique, a oligárquica e antiguíssima questão,no Brasil,
e no mundo, de um ministro corrupto ( ou outra personagem da cena
política ) , como eu poderia ser, se no poder ( e, provavelmente
seria, pois não há salvação, senão em Cristo ( aquele chato, bondoso,
de olhar terno!...) ou você ( não? - já o somos sem o perceber ou
agir!, até no que escrevemos apressadamente, pressurosamente! ou o
próprio redator da dissertação, sempre com a mesma pobreza irritante
de espírito...: Ele é um bem-aventurado, na doutrina de Cristo, digo,
de Maniqueu ou Mani, que a Wikipédia, na ingenuidade curial, diz que
Maniqueu é uma denominação errônea, no constatar da Wikipédia, que
diz da "errata" e posteriormente, como se eles, os de Wikipédia,
soubessem algo sobre o Mani ou Manu ou Maniqueu, pois eles mesmo, os
"Wikipedianos" ou "Wikipedintes", mendicantes frades,, logo abaixo,
dizem que nada sabem sobre o Mani ou Manes ou Maniqueu, conquanto,
comicamente, consideram errôneo o que nem sabem... Como somos
idiotas! ( nós, humanos, sem ofensa aos indivíduos, que não o são,
obviamente, pois assim eu estaria a me prejudicar). Errata!
O que aconteceu com a personagem do cenário político ocorre todo
dia, aqui e alhures ; então sacamos a doutrina de maniqueu para
mostrar que somos honestos e existe o mal!... e os escribas celebram
esse mal alheio, como se não fosse o próprio, pois não há bem ou mal
algum, excepto na teoria do conhecimento, cuja idéia mestra é o
maniqueísmo, a maniquéia, seu tema nuclear, seu cerne, o qual sustenta
e guia as ciências físicas e metafísicas, sustém o pensamento humano,
mantém vivo o espírito humano.
A maniquéia, sua função na formação do intelecto, é uma idéia
autêntica, genuína, originária, já está escrita na epopéia de
Gilgamesh ou Gilgamexe, rei da Suméria ; no livro do "Gênesis", da
Bíblia, ou Torah, ou Tanack judaico, na escritura sagrada ou sacra, ou
profana, do induísmo : Maabárata ( Mahabharata ), Ramáiana (
Ramayana) , Vedas, Upanixades ( Upanishad ), Bagavadguitá ( Bhagavad
Gita ), dentre outros, fundada numa meta-leitura, pois a leitura já
não traz novidade alguma : jaz sub-Eclesiastes ; hoje é essencial uma
meta-leitura.
O maniqueísmo, que coloca as tensões mais populares : o bem e o mal,
em confronto , enquanto antípodas, não foi elucubrada por nenhum
Maniqueu, ou Mani ou Manes, não importa, mas já estava desde os
primórdios da irrupção da inteligência, na estrutura do cérebro
humano, aguardando palavras e ritos que a representassem condignamente
ou fidedignamente.
Em Platão acha-se inserida no sumo bem que, buscando antagonista, ao inserir o
bem, já, neste ato de inserção estabelece ou põe ( em "tese"!) a idéia
do mal. A "maniquéia" está no arcabouço cerebral, é um símbolo com
signos a desenhar geometricamente e na abstração que a geometria faz
com signos, que são símbolos dos quais são despojados de quase tudo,
como numa obra pictórica de Miró ou Kandinsky, para representar a
primeira partícula da escrita livre da hierografia dos hieróglifos e,
concomitantemente, da "geografia" ( geóglifos ) dos símbolos, os
quais, antes de ser símbolos, são imagens naturais. Essa "partícula"
da escrita é, outrossim, unidade mínima da fala ou voz fonada,
sonorizada, fonética ou som, enfim. É o canto ou grito primevo,
avoengo, quiçá atávico. Atavismo?
Outrossim, nos pré-socráticos, na Tanach, no Corão, no zoroastrismo,
de onde deve tê-la conhecido Mani (Maniqueu) ou Manu, que é o Adão
mítico hindu que, no entanto, não representa um indivíduo, porém sim
uma comunidade de homens sábios, eruditos e vigorosos, que dominaram
a humanidade em sua origem, se houve tal personagem ou tais
personagens comunitários fora da história, ou seja, nos labirintos da
existência ou realidade, que não tem história ou escrita ( história e
escrita é o mesmo, essencialmente), exceptuada, a história dos
sinais, que não é história mas marca no corpo ( geóglifos naturais ou
escrita da natureza, que o faz também geneticamente, memeticamente e
consoante as circunstâncias do meio ambiente ), e toda a semiologia
do corpo, que a natureza marca, grafa, desenha, com indelével energia,
debuxa em hieróglifos ou geóglifos, que é o que ocorre com o corpo
escrito durante o transcurso de uma existência individual e coletiva (
família, espécie, gênero, ordem, filo, enfim, toda a nomenclatura da
taxionomia pode engrossar o caldo do glossário ).
A história são palavras ; palavras imbricadas numa sintaxe, que é uma
forma de lógica ou de inteligência ordinal ; todavia, conquanto os
seres humanos desejem ardentemente que as palavras existam e com elas
os homens ou seres e coisas que elas, as palavras, nomeiam, não
obstante o anelo ardente, ardoroso, palavras não existem, apenas
participam de uma essência humana, são essências escritas, descritas,
narradas, discursivas, dissertativas, conforme a história a ser
contada exija, ou seja, consoante a história seja uma história com
personagens humanas, narradas ( conto, romance, poesia épica, ) ou
cantadas e ritualizadas ( drama, comédia, tragédia, poema ) ou que
ponham à baila personagens não humanas, tais quais são as idéias,
dentre outras formas de contar uma história que, em verdade, conta-se
como uma, no conto, no teatro ou no poema ou na dissertação filosófica
ou científica, no entanto, dentro ou no bojo dessa história
aparentemente única, "individual", enquanto história, individuada,
enfim, são miríades de histórias subjacentes à história em foco,
visível, legível, nas letras, na literatura ou na voz dos atores
teatrais ( as personagens, "persona"), porquanto a história nunca é
algo de verve individual, mas sempre um ato coletivo. Vide "diário de
Anne Frank", por exemplo meditativo ( "diário" aqui excogitado é um
espaço "espasmódico" para meditar sobre o público e privado; a escrita
nunca é privada, mas sempre pública, ainda que não publicada, a
publicidade está em sua essência. Essência em sentido lato, não
estrito do termo).
A palavra é é criada ou inventada no cérebro, ou pelo cérebro, em sua
transmutação social para "mente", ou seja, coletânea de signos e
símbolos culturais, quer dizer, públicos, pertencente à comunidade;
trata-se de uma simples convenção, a palavra, quer dizer, uma
realidade cultural, meramente cultural, uma manifestação de cunho
cultural, porém não natural, e existencial apenas no âmbito do ser
humano, enquanto ser da maniquéia, essa máquina produtora do bem e do
mal, "Além do Bem e do Mal " em Nietzsche, o qual, outrossim, se
envolveu com a maniquéia.
A palavra, portanto, não é a realidade propriamente dita ;
entretanto, não se furta de ser uma vivaz representação da realidade,
que é o que é a palavra em discurso ou isoladamente e no conjunto
frase-oração, que tecem a história ( história significa "tecido" em
grego, ou em versão grega dos etimologistas supimpas, eminentes, entes
veementes,sujeitos à maniquéia pensante, perene a florescer ). Somos
todos maniqueus; no entanto, cônscios disso ninguém o e´, até hoje.
Gostamos mais de ser jesuítas, jesuítas, jesuados, jejuados, jebuseus
em jejum.
A palavra é, de certa forma, o homem vivo : ela guarda o homem em si,
encerrado, emparedado vivo na palavra, na voz que deixa aos
alfarrábios, que continuam predicando depois do homem morto a
milênios. A forma discursiva, quer seja literária, matemática,
algébrica, geométrica, filosófica, artística, enfim, preserva o homem
vivo, pois abre uma outra existência para o ser humano, uma existência
no bojo da essência e não da existência real, lá fora. O "lá fora" ou
mundo escachoado na cachoeira e sem ser, independe da essência, algo
puramente humano, apriorístico. O universo natural é história, em seus
signos "geoglíficos" ou geoglíficos : um " a posteriori".
Todos nós, doutrinariamente, somos maniqueístas, somos maniqueus,
estamos na corrente da maniquéia, que pervade todo o pensamento
humano, ou talvez esteja seja percebida na existência, ou natureza, ou
física, como dizia Aristóteles, o filósofo, através ou por via do
conhecimento, ao menos, na causa e efeito, que guarda similitude com a
doutrina maniquéia; essa, o maniqueísmo, é a doutrina que perpassa
invade todo o conhecimento.
Contudo, não é uma doutrina ou teoria de Maniqueu, um determinado e
determinável indivíduo, conforme sói pensar o erudito simplista,
pressuroso; trata-se, possivelmente ou provavelmente, quiçá, de uma
manifestação coletiva-cultural-intelectual de incontáveis Maniqueus,
os quis irromperam antes ( muito antes, no pré-antes de antanho ) e
depois de Cristo; pós "Anno Domini".
O jornalista, em geral, bem como o cientista, via de regra, o
filósofo, teólogo, poeta, o artista e artífice e artesão, o
engenheiro, enfim, o ser humano produtivo, com produtividade,
eficácia, os eficazes e os eficientes, mesmo sendo mui qualificados em
seus ofícios, diferentemente dos senhores em sinecura, não percebem,
não são cônscio, em grau elevado, em argúcia ferina, sobre o tema e
sobre o meta-tema sobre o qual se debruçam, clínicos, sobre o texto
que está escrevendo ou que já escreveram
( ou estão pintando, debuxando, esculpindo, sem o tom arguto de Goya
ou Brueguel, artista genial da escola flamenga, engenheiro da beleza e
da visão ou visualização perspicaz, holandesa, porquanto foi em
Flandres, na Holanda, ou Países Baixos, que floresceu a perspicácia
pictórica observada em Brueguel ; na Espanha, com Goya; esses os
doutos em arte, não meros mestres ); já os produtivos comuns, nem
sabem ler ao que subjaz ao seu escrito ( muitas vezes o escrito e
maior que eles!, quando, então, correm aqueles interpretações
imaginosas! ou inimagináveis), ou seja, sobre a doutrina que pervade
seus escritos, no qual eles estão imersos como peixes na água do mar
ou doce; a saber, no caso, o maniqueísmo, a maniquéia, a qual,
penetrando seus escritos frágeis, simplistas, rasos, torna seus
objetos e ciência ou filosofia, teologia ou arte, obsoletos, velhos,
antiguados, decrépitos, caducos... porquanto seu fundamento ou
fundamentação é aquela doutrina primeva, que estrutura o cérebro
humano: o maniqueísmo, a maniquéia, esta espécie de "deus ex machine",
um nada, absolutamente nada de novo, na constatação inexorável do
vetusto Eclesiastes, de seu Predicador, um maniqueísta doutrinal,
douto... quando iluminado pelo sol búdico, preclaro, a cintilar na
manhã de sol ( ou de Buda?! ).
Contudo, não é somente o jornalista, personagem ou pessoa de jornal (
pesoa de papel! ou tigre de papelão! ) , como se diz hoje, no rito
teatral político-social, na comédia e tragédia nas megalópoles e nas
cidades medianas e pequenas, aldeãs, vilas, etc., não são o que não
percebe...: a ciência, sob as atividades do cientista, o filósofo e o
artista, outrossim, não percebem que o maniqueísmo ( e não o marxismo,
que é um maniqueísmo moderno) é o fundamento ontológico, filosófico e
teórico de sua doutrina, é sua gnoseologia. Na física com as forças
centrípetas e centrífugas ou inércia e força; na termodinâmica calor e
frio; na eletricidade : positivo e negativo ( elétrons e prótons); na
química as mesmas forças antagônicas a jungir os opostos; no amor os
sexos femininos e masculinos; nos juízos axiológicos : certo ou
errado, verdadeiro ou falso, que também está na matemática, álgebra,
filosofia, geometria, enfim, em todo o comportamento intelectual,
social, sexual, científico, jurídico... do ser humano.
O maniqueísmo, doutrina aonde o imbecil travestido de jornalista (
ninguém é imbecil, nem um ser humano o é ; trata-se, aqui, de uma
personagem literário ou filosófico para poder ser posto a atuar neste
teatro de letras, pois os seres humanos merecem respeito) se apóia, é
a dinâmica teoria que move todas as ciências! , todas as atividades
cognitivas do ser humano.
A ciência toda, a filosofia toda se funda nela, é uma doutrina
fundante do conhecimento, já está antes dos pré-socráticos e dos
magos egípcios; logo, o jornalista lido, que fica entre a verdade e
a mentira, nas suas análises fúteis, simplistas, simplórias e pueris
dos
psicólogos ( outra personagem teatral do autor ) e outros
""estudiólogos", leva a sério um obscuro conceito sobre a estrutura
do cérebro, o qual é capaz de
se auto-enganar ( novidade!) e a velha questão eterna no Brasil e no
mundo de um ministro corrupto ( ou outra personagem da cena política )
, como eu poderia ser, se no poder ( e, provavelmente seria, pois não
há salvação, senão em Cristo ( aquele chato, bondoso, de olhar
terno!...) ou você ( não? - já o somos sem o
perceber ou agir!, até no que escrevemos apressadamente,
pressurosamente! ou o próprio redator da dissertação, sempre com a
mesma pobreza irritante de espírito...: Ele é um bem-aventurado, na
doutrina de Cristo, digo, de Maniqueu ou Mani, que a Wikipédia, na
ingenuidade curial, diz que maniqueu é uma denominação errônea, como
se eles soubessem algo sobre o mani ou Manu ou maniqueu, pois eles
mesmo, logo abaixo, dizem que nada sabem sobre o Mani ou Manu ou
maniqueu, mas consideram errôneo o que nem sabem... Como somos
idiotas! ( nós, humanos, sem ofensa aos indivíduos, que não o são,
obviamente, pois assim eu estaria a me prejudicar).
O que aconteceu com a personagem do cenário político ocorre todo
dia, aqui e alhures ; então sacamos a doutrina de maniqueu para
mostrar que somos honestos e
existe o mal!... e os escribas celebram esse mal alheio, como se não
fosse o próprio, pois não há bem ou mal algum, excepto na teoria do
conhecimento, cuja idéia mestra é o maniqueísmo, a maniquéia.
Esta foi uma autêntica, genuína meta-leitura, pois a leitura já não
traz novidade alguma : jaz sub-Eclesiastes